Japão acelera ritmo de execuções e enforca quatro condenados

As autoridades japonesas enforcaram nesta quinta-feira quatro condenados à morte, entre eles um homem de 61 anos, em uma clara demonstração de que o ritmo das execuções está se acelerando no Japão.

AFP |

Estes enforcamentos elevam para 20 o número de execuções no país desde 25 de dezembro de 2006, quando as autoridades cancelaram uma moratória de 15 meses promovida pelo ministéro da Justiça na ocasião, Seiken Sugiura, um abolicionista convicto.

O atual titular da Justiça, Kunio Hatoyama, fervoroso partidário da pena capital, assinou pelo menos dez execuções desde que assumiu o cargo, em agosto passado.

Japão, o único grande país industrializado que pratica a pena de morte junto com os Estados Unidos, acelerou as execuções nos últimos meses num ritmo que não se registrava desde 1993, data em que foram retomadas depois de três anos de pausa.

A Anistia Internacional no Japão denunciou as execuções 'realizadas em segredo'.

Os condenados à morte no Japão só são informados de sua execução um pouco antes de ser realizada e as autoridades não a comunicam ao público até que sejam cumpridas.

A Anista também denunciou que entre os outros executados havia um que defendeu sua inocência até a morte, enquanto que um segundo pode ter sido condenado à pena de morte por causa de uma deficiência mental.

Quase 100 condenados esperam no corredor da morte no Japão.


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