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Jacob Zuma diz que eleições sul-africanas serão emocionantes

Johanesburgo, 21 abr (EFE).- O candidato à Presidência da África do Sul do governamental Congresso Nacional Africano (CNA), Jacob Zuma, se disse hoje confiante na vitória de seu partido nas eleições de amanhã, que classificou como emocionantes e que serão as quartas após a queda do apartheid, há 15 anos.

EFE |

"O CNA fez o que é necessário para garantir o mandato", declarou hoje Zuma em entrevista coletiva, afirmando que o pleito deste ano será "inclusive mais emocionantes que o de 1994", quando a África do Sul elegeu Nelson Mandela como seu primeiro presidente negro.

Embora uma pesquisa publicada pela rede de rádio e televisão estatal do país aponte que o partido do Governo perderá 10% de suas cadeiras, outros estudos afirmam que o domínio do CNA prevalecerá.

A Aliança Democrática (AD), principal partido da oposição, baseou sua campanha eleitoral das últimas semanas em "deter Zuma" para que o CNA não ganhe mais de dois terços das cadeiras do Parlamento.

Em seu último comício político antes da eleição, a líder da AD, Helen Zille, que conta com grande apoio na província do Cabo Ocidental, pediu aos cidadãos para "mostrar ao mundo que a África do Sul é uma verdadeira democracia".

Zille, em seus últimos comícios, insistiu em que a oposição pode tomar parte do poder do CNA e espera conseguir os Governos provinciais do Cabo Ocidental, Gauteng e Kuazulu Natal -estes dois últimos atualmente em coalizão-, onde afirma que os governistas "mostram fraqueza".

Enquanto isso, o Congresso do Povo (Cope), surgido de uma cisão do CNA e que em poucos meses conseguiu numerosos apoios, disse hoje "acreditar que convenceu os sul-africanos de que votem por uma mudança no país".

"O povo tem esperança no Cope", declarou hoje seu candidato presidencial, Mvume Dandala.

No atual Parlamento, o CNA conta com 279 dos 400 deputados (69,75% do total), enquanto a AD tem 50 cadeiras (12,5%), o Partido Inkata Liberdade, 28 (7%) e os demais partidos da oposição somam 43 deputados.

Mais de 23 milhões de cidadãos se registraram para votar amanhã nas eleições gerais, para as quais a Comissão Eleitoral Independente (CEI) do país mobilizará mais de 215 mil agentes, quase 20 mil seções e cerca de 97 mil urnas.

Sozinhas, as províncias de Gauteng, onde se encontram Pretória e Johanesburgo, a capital financeira do país, e de Kuazulu Natal, concentram 40% dos eleitores.

Para tentar garantir que as eleições transcorram com tranquilidade, o Governo da África do Sul manterá soldados do Exército e da Polícia nas ruas, embora não tenha divulgado um número exato.

Observadores eleitorais em Kuazulu Natal pediram que se reforce o número de agentes nessa província, onde nas últimas semanas ocorreram diversos casos de violência, como ameaças, ataques, incêndios criminosos de casas e acidentes de trânsito.

Mais de 10 mil candidatos representando 42 partidos políticos se registraram nas eleições de amanhã, embora somente 11 desses partidos participem tanto nas eleições nacionais como nas provinciais das nove comunidades.

Os eleitores, que poderão votar de 7h (3h pelo horário de Brasília) às 21h (17h de Brasília), "deverão esperar até sábado ou domingo para poder conhecer os números oficiais", afirmou hoje a presidente da CEI, Pansy Tlakula, embora os resultados parciais comecem a ser divulgados já na quinta-feira.

"Publicaremos os resultados oficiais das eleições uma vez que tenhamos estudado as impugnações apresentadas pelos partidos políticos", declarou hoje a presidente da CEI, que está obrigada a apresentar os números uma semana após o pleito.

Além dos votos registrados amanhã, a CEI deverá levar em conta os de 84 mil cidadãos em situações especiais que puderam votar ontem e hoje e dos 16.200 sul-africanos que moram fora do país e puderam nas embaixadas na quarta-feira da semana passada, 15 de abril. EFE hc/jp

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