Já são 91 os mortos durante protestos em Madagascar

JOHANESBURGO - Chega a 91 o número de mortos durante protestos contra o governo de Madagascar desde segunda-feira, informou nesta quinta-feira o jornal La Verite, da capital Antananarivo, acrescentando que os feridos são pelo menos 48.

EFE |

O jornal informa ainda que a polícia prendeu 92 pessoas em todo o país por participar de atos violentos relacionados aos protestos, que começaram na segunda-feira após uma manifestação liderada pelo prefeito de Antananarivo, Andry Rajoelina, e culminou com o incêndio do edifício da emissora estatal de rádio e televisão.

Dezenas de lojas e prédios públicos também foram incendiados e saqueados e 32 corpos carbonizados já foram retirados de um armazém, ao qual vândalos atearam fogo, no bairro de Analaqueli.

Nesta quinta, Antananarivo amanheceu quase deserta, após uma convocação do prefeito Rajoelina a uma greve geral "pacífica" contra o governo. Na quarta, a capital amanhecera sob toque de recolher, decretado pelo governo.

Os distúrbios começaram na segunda-feira, após uma manifestação liderada por Rajoelina para pedir a libertação de três estudantes presos, que acabou com o incêndio criminoso do prédio da emissora estatal de rádio e televisão pública.

Em seguida, eles se generalizaram e tiros atribuídos à polícia causaram as duas primeiras mortes, após as quais os manifestantes quebraram escritórios e lojas no centro da cidade e queimaram as sedes de várias empresas, algumas relacionadas com o presidente Ravalomanana.

O prefeito da capital defendeu abertamente um golpe de estado nesta ilha africana. Ele acusa o presidente de "desviar recursos públicos" e de "ameaçar a democracia", e pediu o "apoio militar" para dirigir um "governo de transição".

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