Paris, 25 jan (EFE).- Chegou a oito o número de mortos pela tempestade que atingiu o sudoeste francês, depois que as autoridades francesas encontraram hoje os corpos de quatro pessoas mortas por intoxicação por monóxido de carbono.

O casal, de 77 e 75 anos, foi descoberto em sua casa em Nanteuil-Aurillac-du-Périgord, em Dordogne, onde um grupo eletrógeno da garagem ficou avariado em decorrência dos fortes ventos, causando uma fuga de monóxido de carbono que penetrou no quarto no qual os dois estavam, informaram fontes médicas.

O mesmo aconteceu com um outro casal, que morreu a bordo de um veleiro, após o vento ter danificado o sistema de calefação da embarcação, causando um escapamento de gás.

O monóxido de carbono, um gás incolor, inodoro e mortal, causou também intoxicação em 100 pessoas nos departamentos de Aquitaine, Sur-Pyrénées e Languedoc-Roussillon, informou a Administração Geral de Saúde (DGS) em comunicado.

No sábado, quando foram registrados ventos de 192 km/h em alguns pontos do sudeste francês, outras quatro pessoas morreram, todas em acidentes diretamente relacionados com as chuvas.

Por outro lado, pelo menos 800 mil casas permanecem sem luz no sudoeste francês, em comparação com os 1,7 milhão de sábado, em um dia no qual o presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi até algumas das áreas afetadas com vários ministros do Governo.

O líder explicou que, nesta ocasião, houve "muito mais reação, menos vítimas e mais eficácia" do que em 1999, quando uma tempestade semelhante afetou todo o território francês.

A destruição provocada pelos fortes ventos em infraestruturas é grande, motivo pelo qual o Governo decidiu mobilizar soldados do Exército para ajudar nas tarefas de reabilitação, anunciou Sarkozy.

A rede de Transporte Elétrico da França (RTE, em francês) disse que, em um prazo máximo de "cinco dias", o fornecimento de luz será normalizado no país.

Em relação aos transportes, a circulação de veículos voltou ao normal, enquanto os aeroportos de Toulouse, Bordeaux e Perpignan retomaram a atividade.

Porém, está sendo mais complicado normalizar o tráfego ferroviário, devido às várias árvores que caíram sobre os trilhos.

EFE jaf/db

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