Já são 21 os brasileiros mortos por terremoto no Haiti

SÃO PAULO (Reuters) - Equipes de resgate encontraram nesta quarta-feira o corpo da 21a vítima brasileira do terremoto no Haiti, uma mulher que tinha dupla cidadania e não teve seu nome revelado a pedido de familiares, informou o Ministério das Relações Exteriores. Segundo o Itamaraty, a vítima deve ser sepultada na Europa.

Reuters |

Mais cedo, o Exército confirmou a morte do 18o militar brasileiro no terremoto que devastou o Haiti, o país mais pobre das Américas, na semana passada.

O militar era major e servia no gabinete do comandante do Exército. Estava atuando na Minustah como oficial do batalhão de infantaria das tropas brasileiras. Ele era o último militar brasileiro desaparecido pelas informações do Exército.

Além dos militares que serviam na missão de paz da ONU no país, a Minustah, e da mulher cujo corpo foi encontrado nesta quarta, também morreram a fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns, que estava no país para uma série de palestras, e o diplomata Luiz Carlos da Costa, segundo civil na hierarquia da missão da ONU.

O Brasil lidera as tropas militares da Minustah desde 2004, quando a força de paz foi instalada no país, após uma onda de violência que provocou a queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide.

O terremoto de magnitude 7,0 do dia 12 de janeiro deixou em ruínas a capital Porto Príncipe e pode ter matado entre 100 mil e 200 mil pessoas, segundo autoridades haitianas, que disseram que 75 mil corpos já foram enterrados em covas coletivas.

Autoridades da ONU afirmaram nesta quarta-feira que a situação de segurança no país é estável e cerca de 12 mil militares dos EUA também colaboravam na distribuição de ajuda humanitária.

Nesta quarta um novo tremor, de magnitude 6,1, atingiu o Haiti causando pânico e sacudindo prédios já abalados pelo terremoto da semana passada. No entanto, não existiam relatos imediatos sobre danos.

Na terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou um aumento temporário nas forças da Minustah em 1.500 policiais e 2 mil militares.

(Reportagem de Eduardo Simões; Edição de Alexandre Caverni)

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