Italianos deverão indicar no DNI se querem doar seus órgãos

Roma, 11 fev (EFE).- Os cidadãos italianos deverão indicar obrigatoriamente em seu documento de identidade (DNI) se querem ou não doar seus órgãos após a morte, conforme um projeto de lei apresentado ontem no Senado.

EFE |

Se avançar a proposta, que conta com o apoio do Ministério da Saúde e de grande parte dos especialistas em transplantes, a obrigatoriedade se estenderá aos cidadãos com documento eletrônico de identidade.

A estimativa é que na Itália 30% dos doadores potenciais costumem doar seus órgãos.

Até agora esta decisão pode ser expressa por meio de uma declaração por escrito, com um cartão de doador ou mediante o "cartão azul" introduzido pelo Ministério da Saúde no ano 2000 e, em caso de não dispor de nenhum destes documentos no momento da morte, os familiares podem se opor à doação.

Pelas estimativas do Centro Nacional de Transplantes, só 3 mil pacientes dos 9 mil que estão na lista de espera recebem a cada ano o transplante.

Com o novo projeto de lei, o Governo pretende aumentar as doações e transplantes que, durante o ano passado, cresceram na Itália 9% e 7%, respectivamente. EFE cpr/dm

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