ISLAMABAD (Reuters) - Um helicóptero militar paquistanês resgatou na quarta-feira um alpinista italiano que na véspera havia sido levado para o acampamento-base do pico K2, depois da pior série de acidentes na história daquela montanha do Himalaia. Marco Confortola, de 37 anos, foi o último sobrevivente a ser encontrado depois dos incidentes que mataram 11 colegas dele. Ele sofreu graves lesões por congelamento.

'Ele foi resgatado e provavelmente está prestes a chegar de helicóptero a Skardu. Ele vai receber atendimento médico assim que chegar lá', disse Sergio Oddo, adido de imprensa da embaixada italiana em Islamabad.

'Ele se queixava de muita dor e tinha alguma dificuldade para caminhar', disse Oddo.

Outros membros do grupo também haviam sido levados a Skardu, pequena cidade paquistanesa às margens do alto rio Indo, cercada por montanhas. Oddo disse que Confortola deve ser transportado a Islamabad, a capital, ainda na quarta-feira.

A expedição multinacional da qual o italiano participava havia atingido o cume, de 8.611 metros de altitude, na sexta-feira, junto com um grupo de sul-coreanos.

Embora um sérvio de outro grupo e um paquistanês já tivessem caído durante a ascensão, a maioria das mortes resultou de uma avalanche logo no início da descida.

Alguns alpinistas morreram devido a quedas, outro por congelamento, e alguns desapareceram na chamada 'Zona da Morte', onde o corpo e o cérebro podem sofrer lesões devido à falta de oxigenação.

Alguns sobreviventes foram retirados de helicóptero da montanha na segunda-feira, mas Confortola ainda permanecia numa altitude em que o acesso aéreo era perigoso.

Uma equipe de resgate o recolheu na noite de segunda-feira, depois de ele passar quatro noites na montanha. Na tarde de terça o combalido alpinista conseguiu chegar ao acampamento.

(Reportagem de Kamran Haider)

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