Italiano detido por beijar filha está hospitalizado em Fortaleza

Rio de Janeiro, 7 set (EFE).- O italiano detido há cinco dias em Fortaleza, no Ceará, por beijar na boca a filha de 8 anos foi hospitalizado com uma crise de hipertensão, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

O homem sentiu-se mal na tarde do domingo na cela que ocupava em uma delegacia de Polícia. Ao perceber o estado de saúde de seu cliente, o advogado Flavio Jacinto chamou uma médica que pediu a transferência dele para um hospital.

"Quando chegamos à delegacia, vimos que ele (o detido) estava muito tenso, nervoso e não tinha comido. Por isso resolvemos buscar um médico", disse Jacinto à "Agência Brasil".

Segundo o advogado, a especialista recomendou que o italiano fosse encaminhado ao Hospital Gênesis, em Fortaleza, onde permanece internado em companhia de sua mulher, de nacionalidade brasileira, e sob vigilância policial.

O turista - que não teve a identidade divulgada - estava de férias em Fortaleza, uma cidade com altas taxas de prostituição infantil, e na quarta-feira passada foi acusado por um casal de acariciar e beijar a sua filha "de forma imprópria", enquanto brincava com ela na piscina de um hotel.

Segundo a Polícia, o caso foi enquadrado em uma lei que considera crime a "prática de estupro ou de atos libidinosos com menores de 14 anos".

Apesar da própria esposa do italiano ter negado as acusações e afirmado que na Itália "é normal" que um pai beije na boca uma filha, a Polícia o deteve.

A menor disse à Polícia que estava simplesmente brincando com seu pai na piscina, mas o casal que o denunciou afirmou que o comportamento do italiano ia além do afeto paterno.

Um tribunal de Fortaleza rejeitou no final de semana passado um pedido de habeas corpus que pedia a liberdade do italiano, apresentado pela sua defesa.

O acusado permanece detido pelo menos até amanhã, quando o caso será examinado por um juiz de menores.

Se o italiano for considerado culpado e for condenado por abuso sexual de sua própria filha poderá cumprir pena de oito a 15 anos de prisão. EFE joc/dm/mh

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