Roma, 20 mai (EFE).- A morte de Eluana Englaro, ocorrida em 9 de fevereiro, após a italiana ter passado 17 anos em estado vegetativo, foi causada por uma grande fraqueza nos pulmões, revelaram exames entregues hoje à Promotoria da cidade de Udine (nordeste).

Os três médicos legistas encarregados da necropsia concluíram que os quatro dias em que Eluana ficou sem alimentação nem hidratação assistida enfraqueceram seu aparelho respiratório. Consequentemente, ela ficou desidratada e sofreu uma parada cardíaca.

Segundo o exame, o quadro clínico dos últimos dias de vida de Eluana revelou-se compatível com a interrupção da alimentação e da hidratação, como estava previsto no protocolo de atuação.

Os dados toxicológicos também se mostraram "plenamente compatíveis com os medicamentos" que foram fornecidos à paciente.

Em 27 de fevereiro, a Promotoria de Udine confirmou que, diante das "várias" denúncias recebidas, seu escritório investigaria 14 pessoas pela morte de Eluana.

Entre os investigados estão o pai da italiana, Giuseppe Englaro, e o anestesista Amato Da Monte, da clínica "La Quiete", onde morreu Eluana, que gerou na Itália um enorme debate sobre a eutanásia. EFE cps/sc

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