Itália tem primeiros protestos contra G8 e primeiras detenções

Manifestações reunindo um número limitado de pessoas foram registradas nesta terça-feira nas ruas de Roma contra a cúpula do G8, e a polícia prendeu quase 40 manifestantes, em maioria italianos, depois de enfrentamentos, constataram jornalistas da AFP.

AFP |

Na manhã desta terça-feira, manifestantes anti-globalização incendiaram alguns pneus em uma rua de Roma. Vários foram presos pela polícia.

Os demais, alguns dos quais usavam capuz ou capacete, fugiram na direção da universidade de Roma, de onde atiraram pedras e garrafas contra os veículos das forças da ordem.

Dezenas de policiais ocuparam a praça diante da universidade.

De acordo com a prefeitura de polícia, 36 pessoas, entre as quais 26 italianos, foram detidas em Roma na manhã desta terça-feira. Tacos de beisebol e pedaços de pau foram apreendidos. Quatro suecos, dois alemães, um suíço, um francês e um polonês também foram detidos.

"Todos têm o direito de se manifestar, de fazer ouvir sua voz, desde que isso aconteça no respeito das regras e sem criar incidentes", comentou o prefeito de Roma, Gianni Alemanno.

Mais cedo nesta terça-feira, cinco franceses com idades entre 25 e 35 anos foram detidos com pedaços de pau em L'Aquila (centro da Itália), perto do quartel da guarda das Finanças que deve abrigar, de 8 a 10 de julho, a cúpula do G8.

Os franceses foram indiciados por posse de armas proibidas, mas deixados em liberdade.

Durante a tarde, cerca de 500 pessoas, segundo fotógrafos da AFP, se manifestaram pacificamente nas ruas da capital italiana, sob os olhares de um forte contingente policial.

"Fizemos tudo que devia ser feito para garantir a segurança do G8", garantiu o ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, em entrevista coletiva.

Mais de 15.000 policiais foram mobilizados em Roma e em L'Aquila para garantir a segurança do evento.

As autoridades italianas querem a todo custo evitar que se repita uma tragédia como a que abalou a cúpula do G8 de 2001 em Gênova, onde um jovem morreu em violentos enfrentamentos entre manifestantes e forças da ordem.

pho/yw

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