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Itália propõe Plano Marshall para palestinos a cargo do G8

Roma, 12 jan (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores italiano, Franco Frattini, propôs um tipo de Plano Marshall para a recuperação da economia palestina a cargo do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia), que este ano é presidido pela Itália, disse hoje ao jornal on-line Il Sussidiario.

EFE |

Frattini disse que o G8, formado por Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Itália, Japão e Rússia, nunca tinha ficado a cargo de uma situação como a vivida na Faixa de Gaza, mas, diante dos fatos dramáticos, terá que abordar o assunto.

"Seria, evidentemente, a médio prazo", e disse que, como ministro de Exteriores do G8, se reunirá, assim que tomar posse, com Hillary Clinton, próxima secretária de Estado dos EUA, para discutir a segurança do Estado de Israel e a reconstrução da economia palestina.

Sobre este último ponto, Frattini sugere um tipo de "Plano Marshall", a cargo do G8.

O Plano Marshall, idealizado pelo secretário de Estado do presidente americano Harry Truman, George Marshall, em torno do esquema "assistência de emergência, reconstrução da capacidade produtiva e eliminação de barreiras", foi aprovado em 1947 para enfrentar, após o fim da Segunda Guerra Mundial, as necessidades da política externa dos EUA, que eram conseguir a estabilidade européia.

Para Frattini, tudo isso requer que o G8 seja reforçado com a presença do Egito e da Turquia, e convidar inclusive as Nações Unidas e seu secretário-geral, Ban Ki-moon O ministro de Exteriores italiano acrescentou que o G8 se compromete também a apoiar o plano do Egito.

O plano defendido pelo Egito propõe, em uma primeira fase, aliviar a situação dos palestinos na Faixa de Gaza por meio de uma trégua, e iniciar negociações entre Israel e Egito, por um lado, e Egito e o movimento palestino Hamas, por outro.

Frattini ressaltou que "o Hamas, de fato, não é nem um Estado, nem parte de um Estado, mas uma organização terrorista, reconhecida como tal pela Europa" e criticou a intenção da organização islâmica de que a Faixa de Gaza seja autônoma à Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Por isso, disse, os egípcios têm que falar com o Hamas e convencê-los da "impossibilidade de declarar o Estado dentro de um Estado". EFE cps/an

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