Itália propõe mais países e mudanças no G7

WASHINGTON (Reuters) - A Itália irá propor a expansão do G7, que hoje reúne os sete países mais ricos do mundo, e também a concessão de novos e diferentes papéis ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial, disse o ministro da Economia italiano, Giulio Tremonti, neste sábado. Ao falar a jornalistas na embaixada italiana na capital dos EUA, Tremonti disse que o estabelecimento de reformas radicais de regulação do mercado devem incluir uma discussão sobre a abolição dos fundos de hedge. A Itália irá assumir a presidência rotativa do G7 em janeiro. Tremonti enfatizou as suas idéias ao G20, que inclui também economias emergentes, anteriormente neste sábado.

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"Nós propomos ir além da linha de trabalho do G7 para adotar uma estrutura mais ampla", disse ele. Ele não sugeriu como ou quantos novos países devem entrar no grupo exclusivo das nações mais ricas, dizendo que por enquanto ele estavam chamando o grupo de GX.

Tremonti disse que a Itália irá propor que o FMI e o Banco Mundial "podem ser usados para diferentes propósitos", e devem receber novas tarefas para complementar aquelas que já tem atualmente.

Tremonti falou em diversas ocasiões da necessidade da "remodelagem do (acordo de) Bretton Woods", que estabeleceu a estrutura financeira global do mundo após a Segunda Guerra Mundial.

A reconstituição das regras do mercado financeiro global deve objetivar "partes totalmente malucas, como os fundos de hedge, que não têm nada a ver com capitalismo."

Quando perguntado se ele estava sugerindo que os funds devem ser banidos, ele disse que "nós temos que iniciar uma discussão sobre o assunto".

(Reportagem de Gavin Jones)

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