ROMA (Reuters) - O gabinete da Itália nesta quinta-feira prometeu levantar 8 bilhões de euros nos próximos três anos para reconstruir a cidade de Áquila, afetada neste mês por um forte terremoto, sem aumentar os impostos ou criar um rombo nas contas públicas. O primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, e o ministro da Economia, Giulio Tremonti, disseram em uma coletiva de imprensa que o dinheiro viria dos fundos da União Europeia, de fundos de orçamentos domésticos e de financiamentos redirecionados de outros projetos.

No entanto, eles oferecem pouco para satisfazer economistas que vêm acompanhando a falta de detalhes do comprometimento financeiro do governo em relação às consequências do terremoto que matou 296 pessoas no início deste mês.

"Não é necessário criar um buraco nas contas, é suficiente redirecionar muitos gastos existentes", disse Tremonti.

Tito Boeri, professor de economia da Universidade Bocconi de Milão, disse à Reuters nesta semana que a estratégia de Berlusconi em relação ao desastre depende de promessas baseadas em "imprecisões extremas e falta de transparência".

Tremonti admitiu que o governo ainda não sabe quanto será necessário para a reconstrução e disse que quando tiverem uma estimativa pedirão uma "contribuição solidária à União Europeia".

Se mais do que os 8 bilhões de euros iniciais forem necessários, o dinheiro deverá ser obtido pelo combate à sonegação de imposto e à evasão de divisas, possivelmente como parte de um acordo com a União Europeia, ele disse.

Berlusconi disse que os 500 milhões de euros que serão necessários até o outono para alojar milhares de pessoas que estão sem casa devido ao terremoto poderão também vir da Uniao Europeia.

(Reportagem de Giuseppe Fonte)

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