Itália prende seis por planejar atentado durante cúpula do G8

Roma - A Polícia italiana deteve seis pessoas acusadas de planejar um atentado durante a cúpula de chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia), que acontecerá em julho, informaram à Agência Efe fontes policiais.

EFE |

As detenções aconteceram durante uma operação policial ocorrida entre a tarde de ontem e a madrugada de hoje (horário local) em diversas cidades italianas. Os agentes ainda apreenderam ainda várias armas.

Cinco dos detidos já tiveram prisão preventiva decretada, enquanto que a sexta pessoa, um idoso, foi posta sob cárcere domiciliar.

Os detidos pretendiam supostamente cometer um atentado durante a reunião do G8, de 8 a 10 de julho, na ilha de La Magdalena, próxima à Sardenha e sede da cúpula antes de ter sido transferida à cidade italiana de L'Aquila após o terremoto que destruiu a área em abril.

Segundo a imprensa italiana, entre os detidos estão Luigi Fallico, antigo membro da primeira geração das Brigadas Vermelhas, e Ernesto Morlacchi, filho de um dos fundadores deste grupo terrorista.

Segundo a Polícia, o atentado na ilha de La Magdalena era só um dos objetivos dos detidos, que realizaram várias reuniões em uma loja de Roma.

Em entrevista coletiva, o delegado Giuseppe Caruso afirmou que as armas e os documentos encontrados mostram que os detidos pretendiam "relançar" a luta armada do grupo terrorista Brigadas Vermelhas, muito ativo na Itália durante as décadas de 70 e 80.

A operação policial foi "de excepcional importância, porque impediu a reorganização da luta armada na Itália", disse hoje o ministro do Interior italiano, Roberto Maroni.

"As pessoas detidas, de fato, se dispunham a reconstruir a estrutura operacional das Brigadas Vermelhas, disposta a atacar com ações assombrosas", acrescentou.

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