Roma, 16 jun (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores italiano, Franco Frattini, disse hoje que desconhece quantos serão os detidos da prisão da base militar americana de Guantánamo, em Cuba, que serão levados à Itália, já que ainda não receberam um pedido oficial dos Estados Unidos.

Frattini fez estas declarações durante um evento em Roma, um dia depois de o presidente americano, Barack Obama, ter anunciado que a Itália tinha aceitado receber três presos de Guantánamo.

O ministro insistiu em que desconhece os nomes dos detidos e quantos eles são, mas apontou que serão pessoas para as quais a Justiça americana terá estabelecido sua "vontade de libertação".

Quando estes presos estiverem na Itália, "exceto se estiverem sendo investigados por outros motivos em nosso país, serão pessoas livres" dentro do espaço previsto pelo acordo de Schengen, tratado de livre circulação adotado por boa parte das nações da União Europeia (UE), acrescentou.

Frattini ressaltou, no entanto, que esses outros países ficarão sabendo da chegada dos detentos e poderão se opor a entrada deles em seus respectivos territórios.

Deste modo, o ministro respondeu à "preocupação" demonstrada por seu colega de Interior, Roberto Maroni, sobre a possibilidade de que tais presos pudessem circular livremente por diferentes Estados da UE.

Maroni teme que isso possa aumentar o risco de terrorismo e pede que só sejam aceitos detidos que possam ser "juridicamente retidos na prisão". EFE ebp/bba

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