Itália não quer que a Europa receba prisioneiros de Guantánamo

A Itália é contra a ideia da Europa receber os prisioneiros da prisão americana de Guantánamo, apesar do pedido da administração Barack Obama, declarou neste sábado Roberto Maroni, ministro italiano do Interior.

AFP |

"Os Estados Unidos nos pediram para receber alguns prisioneiros, não mais de dois ou três, mas não concordo ", disse Maroni após uma reunião de dois dias dos ministros do Interior e de Justiça do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Grã-Bretanha e Rússia).

O ministro italiano indicou que abordaria o assunto dos prisioneiros de Guantánamo com seus colegas europeus em uma reunião prevista para 4 de junho em Luxemburgo, mas precisou que "não é favorável à ideia de manter estes prisioneiros a países que não têm os meios jurídicos para mantê-los na prisão".

Maroni mencionou também suas conversas a respeito com o secretário americano de Justiça, Eric Holder.

"O nível de ameaça de terrorismo já é suficientemente elevado e não quis aumentá-lo agora", acrescentou.

O secretário americano Holder agradeceu sexta-feira publicamente a França, ante os colegas do G8, por ter aceitado receber em 15 de maio um ex-prisioneiro argelino de Guantánamo.

A França aceita contemplar a possibilidade de receber ex-prisioneiros de Guantánamo, com a dupla condição de que o prisioneiro não tenha sido condenado e não tenha laços com o país receptor, disse sexta-feira à AFP a ministra do Interior da França Michèle Alliot-Marie.

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