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Itália lamenta tratamento indulgente do Brasil em caso Battisti

Roma, 9 mai (EFE).- O presidente italiano, Giorgio Napolitano, lamentou hoje o tratamento inexplicavelmente indulgente que o Brasil mostrou ao conceder o status de refugiado político a Cesare Battisti, condenado na Itália à prisão perpétua por quatro assassinatos.

EFE |

Durante um ato no Palácio do Quirinale, sede da Chefia do Estado, para lembrar o dia da memória pelas vítimas do terrorismo, Napolitano lamentou "o tratamento incompreensivelmente indulgente" que o Brasil e a França "reservaram a terroristas condenados por crimes de sangue que fugiram da Justiça italiana".

Napolitano se referiu, assim, aos casos de Battisti e de Marina Petrella, que o Governo francês se negou a extraditar em outubro de 2008, por causa de seu delicado estado de saúde.

No Brasil, o Supremo Tribunal Federal tem que se pronunciar nos próximos dias sobre o pedido italiano de anular a decisão do Ministério da Justiça brasileiro de conceder refúgio a Battisti.

Em 7 de maio, a Procuradoria Geral da República se manifestou contra uma possível revisão do status de refugiado político de Battisti e recomendou ao STF que arquivasse a demanda do Governo italiano.

Em 9 de maio, a Itália lembra o dia de memória pelas vítimas do terrorismo, coincidindo com o dia em que as Brigadas Vermelhas assassinaram o então líder da Democracia Cristã, Aldo Moro, há 31 anos. EFE ebp/an

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