Itália investiga fraudes em votação na América Latina

Reggio Calabria (Itália) - A Procuradoria Antimáfia de Reggio Calabria, sul da Itália, está efetuando uma investigação sobre supostas fraudes na votação dos italianos na América Latina, atribuídas a um clã da Ndrangheta, a máfia calabresa.

Ansa |

Na investigação estão envolvidos um homem de negócios siciliano, Aldo Micciché, e um parlamentar italiano, que se apresenta como candidato nas eleições de domingo e segunda, de quem não se conhece a identidade nem a coalizão política a qual pertence.

A notícia, publicada hoje por vários jornais italianos, foi confirmada pelo procurador antimáfia Francesco Scuderi, que não quis fornecer maiores detalhes.

"No momento, visto que estamos a apenas dois dias das eleições, é delicadíssimo, também porque nos artigos de jornais há muitos detalhes que deveriam ter permanecido reservados e seria irresponsável de nossa parte neste momento revelar mais detalhes", disse Scuderi.

O procurador informou que, uma vez finalizadas as eleições, "mais algumas notícias" poderão ser dadas.

Há alguns dias Scuderi e o fiscal adjunto Roberto Di Palma, encarregado da investigação, reuniram-se com o ministro do interior italiano, Giuliano Amato, para informá-lo a respeito da suposta fraude.

Para realizar a fraude, o partido do parlamentar siciliano envolvido na investigação desembolsou supostamente 200 mil euros destinados a quem deveria ter regulado as operações eleitorais.

A fraude teria como objetivo transformar em votos válidos cerca de 50 mil cédulas eleitorais em branco.

O clã Piromalli, ao qual se presume estar vinculado o empresário Micciché, tem vínculos importantes na América Latina, onde gere negócios "ilícitos" através de emissários que residem há tempos na região. (ANSA)

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