Itália investiga crime em acidente de trem que matou 17

Roma, 1 jul (EFE).- A Procuradoria da província de Lucca, no norte da Itália, investiga a possibilidade de homicídio e incêndio criminoso na explosão de um trem carregado com gás na segunda-feira na localidade de Viareggio, que matou pelo menos 17 pessoas.

EFE |

Segundo explicou hoje o procurador-geral de Lucca, Aldo Cicala, por enquanto não foi incluído o nome de nenhuma pessoa na investigação e se continua verificando se o acidente foi devido à ruptura de um dos eixos de um vagão carregado com gás liquidificado de petróleo (GLP).

"Estamos nos ocupando com os mortos, para recapitular a situação e fazer o mais rápido possível os procedimentos para devolver os corpos às famílias", disse Cicala em declarações à imprensa local.

Por enquanto, com o número de desaparecidos ainda em três, o balanço oficial de mortos é de 17, embora a imprensa italiana fale em até 18 vítimas.

Segundo informou hoje o chefe dos bombeiros que trabalham na zona da catástrofe, Giuseppe Romano, o esvaziamento do gás dos vagões já foi concluído, afastando assim o risco de novas explosões.

Nesta quarta-feira foi derrubado um prédio e outros dois serão demolidos nas próximas horas, depois que outras duas construções viessem abaixo pela explosão.

O governador da região da Toscana, Claudio Martini, solicitou hoje formalmente ao Governo Silvio Berlusconi que seja decretado estado de emergência para a localidade.

Nesse sentido, Berlusconi se comprometeu ontem, em coletiva de imprensa em Viareggio, a declarar estado de emergência na área do acidente no próximo conselho de ministros. EFE mcs/rr

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