LAQUILA - A Itália enterrou nesta quarta-feira algumas das 272 vítimas do terremoto de segunda-feira em cidades medievais, enquanto equipes de resgate procuravam por eventuais sobreviventes sob os escombros em meio a tremores secundários.

Reuters
Berlusconi abraça senhora que perdeu sua casa no terremoto

Berlusconi conforta senhora que perdeu sua casa no terremoto

Um funeral de Estado em massa vai ser realizado na sexta-feira, que será um dia nacional de luto, embora os primeiros enterros particulares tenham ocorrido nesta quarta-feira. O papa Bento 16 rezou pelas vítimas e disse que visitará a região em breve.

O número de mortos subiu para 272 após equipes de resgate terem retirado mais corpos dos escombros. O primeiro-ministro Silvio Berlusconi afirmou que 28 mil pessoas ficaram desabrigadas e que 17 mil vivem atualmente em barracas. Até 30 pessoas seguem desaparecidas, disseram autoridades.

"Estamos em choque porque perdemos nossos amados, a cidade foi reduzida a escombros com mais de 40 mortos e muitos deles jovens, uma geração inteira foi dizimada", disse Antonella Massi, em Onna, um vilarejo que uma vez teve 300 moradores e onde praticamente todas as construções foram danificadas pelo terremoto.

Terremotos secundários ao pior tremor da Itália em três décadas ocorreram até esta quarta-feira na região montanhosa de Abbruzzo, e foram sentidos em Roma. Um forte abalo secundário, ocorrido no final da terça-feira, derrubou partes da basílica e da estação da cidade de L'Aquila.

Berlusconi, que declarou estado de emergência e enviou milhares de tropas para a região, redigiu uma nova lei contra saques.

"Quem for baixo o suficiente para tentar tirar vantagem de uma tragédia como essa mostra uma ausência total de moralidade e será severamente punido", disse Berlusconi, em visita a L'Aquila pelo terceiro dia consecutivo para conduzir a resposta do país à emergência.
Gafe
Nesta quarta-feira, Berlusconi cometeu uma gafe ao discursar para as pessoas que perderam as casas após o terremoto que devastou a região central da Itália. Ele aconselhou os sobreviventes do terremoto, alojados provisoriamente em barracas, a encarar a situação "como um fim de semana de camping".
"Não falta nada a eles, têm atendimento médico, comida quente. Claro que o refúgio atual é completamente provisório, mas, justamente, é preciso encarar como um fim de semana no camping", afirmou, ao ser questionado sobre a situação dos desabrigados.
Horas depois, ele afirmou que seu discurso não foi inapropriado porque "as crianças precisam ser convidadas ao sorriso, ao otimismo e à brincadeira".


Epicentro do terremoto foi em L'Aquila, no centro da Itália


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