Há possibilidade de número de desaparecidos aumentar após suspeita de que navio levava clandestinos; 13º corpo é encontrado

Oito dos mortos no naufrágio do cruzeiro Costa Concordia foram identificados, sendo que quatro das vítimas são francesas, uma é italiana, uma é húngara e a última alemã. Logo depois, as autoridades italianas disseram que mergulhadores dos bombeiros encontraram neste domingo o corpo de uma mulher, aumentando para 13 o número de mortos no acidente de 13 de janeiro na costa da Ilha de Giglio, na italiana Toscana.

Um homem fotografa objetos que estavam dentro do navio Costa Concordia na Ilha de Giglio, na italiana Toscana
AP
Um homem fotografa objetos que estavam dentro do navio Costa Concordia na Ilha de Giglio, na italiana Toscana
O último corpo retirado de dentro da embarcação naufragada foi de uma mulher encontrada pelos mergulhadores no sábado .

Apesar de o número oficial de desaparecidos ser de 20, o chefe de proteção civil Franco Gabrielli, que é encarregado dos esforços de resgate, levantou a possibilidade de o número ser maior ao afirmar que há indicações de que passageiros não registrados estavam a bordo quando o navio tombou perto da ilha depois de ter batido em uma rocha a 150 metros da costa.

Um dos casos desse tipo seria o da moldava Dominika Cermortan , 25 anos, que jantava com o comandante do navio no dia do acidente. Seu nome não consta da lista de passageiros nem na da tripulação.

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Segundo Gabrielli, o corpo da mulher encontrada no sábado ainda não foi identificado, mas poderia ser uma húngara cujo nome não estava na lista de embarque. De acordo com ele, parentes da húngara disseram às autoridades italianas que ela lhes telefonou de dentro do Costa Concordia, não tendo feito mais nenhum contato desde o dia do acidente.

Até agora, a informação era de que mais de 4,2 mil passageiros e tripulantes estavam no cruzeiro, que sofreu o acidente depois de seu capitão, Francesco Schettino , ter resolvido aproximá-lo da ilha para saudar um colega.

Schettino, 57, está em prisão domiciliar desde o dia 18. Ele é acusado de homicídio culposo múltiplo (sem intenção de matar), naufrágio e abandono do navio antes de todos os passageiros terem sido retirados, crimes pelos quais pode ser condenado a até 15 anos de prisão.

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Os mergulhadores da Guarda Costeira e da Marinha retomaram as buscas no sábado, abrindo caminho em áreas da embarcação por meio de explosivos. Neste domingo, autoridades de proteção civil disseram que os mergulhadores não teriam permissão de vasculhar as áreas sob a água até que o mar se acalmasse.

Os trabalhos estão sob a pressão do tempo, porque há temores de que o navio possa escorregar para um abismo de 90 metros com quase 2,4 mil toneladas de combustível em seu interior, o que causaria um desastre natural na região.

*Com BBC e AP

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