Roma, 23 ago (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Itália, Franco Frattini, exigiu hoje uma distribuição proporcional dentro da União Europeia (UE) dos imigrantes ilegais que chegam aos litorais de seus países-membros.

"Temos que considerar a imigração como um problema europeu e, apesar dos compromissos adotados, a UE ainda não respondeu à pergunta sobre o que ocorre quando um grupo de imigrantes chega às portas da Europa", afirmou Frattini durante um evento em Rimini, na Itália.

"Para a Itália, estes refugiados devem encontrar apoio em todos os países europeus, segundo critérios de distribuição proporcional.

Não se pode pensar que têm que ser amparados apenas pelos países onde desembarcam. Falta uma resposta europeia", defendeu o ministro.

As opiniões de Frattini, reproduzidas pela imprensa italiana, chegam quando a Itália investiga o caso de cinco eritreus resgatados na quinta-feira ao sul da ilha de Lampedusa em um bote inflável e que afirmam que 73 pessoas morreram durante a travessia.

"Na União Europeia, a Itália foi o país mais comprometido em salvar vidas no mar, mas a política de imigração não é a salvação das vidas humanas, é a regulação dos fluxos migratórios", disse o ministro.

Frattini pediu à UE para que enfrente os custos e a responsabilidade de acolher os imigrantes ilegais, já que "não se pode pensar que a Itália receba as dez mil pessoas que chegam a Lampedusa".

Segundo o ministro, a Itália estudará caso a caso a possível concessão de asilo político aos cinco sobreviventes eritreus. Apesar disso, a Procuradoria italiana não descarta processá-los por imigração irregular, em virtude da nova lei de segurança que entrou em vigor no último dia 8. EFE mcs/bba

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