ROMA (Reuters) - A Itália gostaria de ajudar os EUA a aceitar alguns detentos da prisão da baía de Guantánamo, mas irá agir em harmonia com os outros países da União Europeia, informou o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. Nós devemos ver o que a maioria dos outros países europeus vai fazer. Se nós pudermos fazer algo em favor do povo norte-americano, para o governo norte-americano, nós certamente faremos, disse Berlusconi em um entrevista à emissora CNN Internacional.

Na semana passada, o Senado norte-americano negou os 80 milhões de dólares que o presidente Barack Obama havia pedido fechar Guantánamo. Enquanto a maioria dos democratas concorda com o fechamento da prisão, eles estão solicitando mais detalhes do plano em relação ao destino dos 240 estrangeiros suspeitos de terrorismo presos lá.

Os Estados Unidos querem que outros países aceitem alguns dos prisioneiros.

Berlusconi, em entrevista gravada no sábado, disse que os Estados Unidos precisam de ajudado com Guantánamo, porque "nós não podemos pensar que apenas eles (Estados Unidos) lutam por tudo por nós", de acordo com uma transcrição fornecida pelo seu gabinete nesta segunda-feira.

Obama, na semana passada, falou sobre o fechamento da prisão, alegando que ele está tentando resolver a herança do ex-presidente George W. Bush, que abriu o local em 2002 para suspeitos militantes capturados na "Guerra ao Terror" dos EUA.

A prisão vem sendo alvo de críticas por grupos defensores de direitos civis e muitos governos estrangeiros, que acusam a administração Bush de realizar torturas dos presos de Guantánamo.

(Reportagem de Philip Pullella)

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