Itália diz ser errado falar em saída do Afeganistão após eleições

Roma, 19 ago (EFE).- O ministro italiano de Assuntos Exteriores, Franco Frattini, considera errado falar de estratégias de saída das tropas internacionais do Afeganistão após as eleições presidenciais de amanhã.

EFE |

"Ainda há muito a fazer e é por isso que é errado falar de estratégias de saída amanhã. Seria fazer como fizeram os russos, que se foram deixando espaço para os talibãs", comenta Frattini em entrevista publicada hoje no diário italiano "La Stampa".

"A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) está perante o maior teste para sua credibilidade desde o fim da Guerra Fria: adotamos um compromisso e não podemos deixá-lo descumprido", acrescenta.

O ministro explica que o maior desafio agora para as tropas internacionais no Afeganistão é diferenciar os talibãs que estão vinculados à Al Qaeda dos que saem de grupos tribais.

Para o chanceler, os que provêm de regiões tribais têm que ter acesso a alternativas para sair da ilegalidade.

A Itália enviou 400 militares ao Afeganistão como reforço aos 2.800 que já tem no país perante as eleições de amanhã, embora não descarte que o contingente possa permanecer mesmo após o pleito.

"O Afeganistão é a prioridade número um de nossa política externa. E já somos o quarto fornecedor de tropas da Otan", explicou o chanceler, para quem não existe no Afeganistão uma liderança alternativa à do atual presidente, Hamid Karzai. EFE mcs/rr

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