Itália diz que não se pagou por resgate de turistas no Egito

Roma, 29 set (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Itália, Franco Frattini, afirmou hoje que a libertação dos 11 turistas europeus e oito cidadãos egípcios, seqüestrados no dia 19 de setembro no sudoeste do Egito, foi possível sem o pagamento de resgate.

EFE |

"Ainda não estamos em condições de informar sobre a dinâmica, mas podemos desmentir com certeza o pagamento de resgate", declarou Frattini, que está em Belgrado, à rede de televisão italiana "Sky TG24".

O não pagamento de resgate pelos turistas, dos quais cinco eram italianos, também foi confirmado pelas forças de segurança egípcias.

O chanceler italiano confirmou que agentes dos serviços secretos do país, assim como membros das "forças especiais" e do Exército, colaboraram para a libertação dos seqüestradas.

Segundo as fontes de segurança egípcias, o processo de libertação aconteceu em território sudanês, embora a agência oficial de notícias "Mena" tenha afirmado, citando fontes oficiais, que a libertação aconteceu no sul do Egito.

No entanto, nenhuma das fontes explicou as razões que levaram os seqüestradores a libertar os reféns.

Sobre a operação, Frattini se limitou a dizer que foi executada com "ótimo profissionalismo", já que agradeceu por sua cooperação aos "amigos alemães", ao Egito e ao Sudão, cujas Forças Armadas mataram ontem seis dos seqüestradores, obrigando o resto dos criminosos a cruzar a fronteira com o Chade com os reféns.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, se mostrou "absolutamente satisfeito" com o desenlace do seqüestro e destacou que tinha pedido firmeza a "outros Governos interessados que queriam inclusive lançar uma operação militar".

"Nós considerávamos que era uma solução que colocava em perigo a vida dos reféns. Também tivemos razão neste caso, e de fato os seqüestrados estão voltando para casa como todos desejávamos", disse Berlusconi à emissora "Canale 5".

O premier também comentou o risco de se viajar a certos lugares, e após destacar as atrações turísticas da Itália, disse que "talvez valha a pena (...) não se aventurar em lugares que apresentam um certo risco". EFE ddt/wr/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG