Itália deve declarar estado de emergência na área de naufrágio

Trabalhos para remoção de combustível de navio podem começar entre quinta e sexta e devem demorar de duas a quatro semanas

iG São Paulo |

O governo italiano deve declarar estado de emergência na área onde naufragou na noite da sexta-feira o cruzeiro Costa Concordia por causa dos possíveis vazamentos de combustível e de outros materiais poluentes, disse na segunda-feira o ministro de Meio Ambiente italiano, Corrado Clini.

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AP
Barcos de remoção de combustível são vistos perto de navio Costa Concordia, que naufragou perto da ilha italiana de Giglio (16/01)
O anúncio foi feito ao término de uma reunião na delegação do governo em Livorno, onde analisou a situação atual do cruzeiro que encalhou em águas da ilha de Giglios. O acidente teria sido causado pela decisão do capitão Francesco Schettino de homenagear colegas aproximando a embarcação da ilha , onde bateu em uma grande pedra.

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De acordo com ele, o estado de emergência seria declarado para liberar fundos extras para ajudar a evitar os vazamentos, que poderiam causar um desastre ambiental na região da ilha, que faz parte de um parque natural marinho considerado um dos mais importantes ecossistemas do Mediterrâneo e que é um santuário para golfinhos, botos e baleias.

"Existe um risco grande relacionado à quantidade de combustível que existe no depósito", afirmou o ministro, garantindo que assim que averiguar possíveis vazamentos de materiais poluentes tomará as medidas "necessárias para reduzir e conter o risco".

Cada vez é maior a preocupação entre as autoridades italianas pelo dano ambiental que pode ocasionar o naufrágio do Costa Concordia, pois o navio contém 2.380 toneladas de combustível (ou cerca de 500 mil galões), que correm o risco de ser despejadas no mar.

De acordo com a BBC, a expectativa é de que o procedimento para a retirada do combustível comece entre quinta e sexta-feira. Citando uma firma holandesa, a Associated Press informou que os trabalhos para remover o material com segurança demorarão de duas a quatro semanas.

Embora o prefeito da localidade, Sergio Ortelli, tenha assegurado nos últimos dias que não haviam sido registrados vazamentos de combustível, nas últimas horas os helicópteros que trabalham nos trabalhos de resgate avistaram algumas manchas na água.

"Não sabemos se são de combustível - o que significaria dizer que existe um problema no depósito - ou de outros líquidos que estão presentes no navio. As investigações em curso permitirão saber a natureza dessas perdas", declarou Clini.

"Por enquanto, iniciamos a proteção do casco com painéis que permitam conter esses vazamentos. As atividades seguem na ilha de Giglio e estão destinadas não só a controlar, mas também a tomar as decisões necessárias para evitar riscos para o meio ambiente", acrescentou.

*Com EFE, AP e BBC

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