Itália defende estratégia de transição no Afeganistão

O presidente do conselho italiano, Silvio Berlusconi, declarou nesta sexta-feira que é necessário uma estratégia de transição para o Afeganistão, onde morreram quinta-feira seis soldados italianos.

AFP |

"Temos que ter uma estratégia de transição para transferir maiores responsabilidades ao novo governo de Hamid Karzai", afirmou Berlusconi durante uma visita à sede do Estado-Maior do Exército italiano em Roma. O chefe de Governo se curvou ante o monumento fúnebre em homenagem aos seis paraquedistas mortos em um atentado suicida em Cabul na quinta-feira.

"Precisamos elaborar um programa que reforce a capacidade do governo de Karzai de garantir a segurança no país e, ao mesmo tempo, permita às tropas aliadas reduzir seus efetivos", acrescentou.

"Já tínhamos o projeto, junto a nossos aliados, de trazer de volta os soldados que mandamos para as eleições presidenciais afegãs", destacou, em referência ao anúncio feito na véspera em Bruxelas de retorno de 500 militares antes do Natal.

Já o ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa, afirmou que seria um erro começar a falar de uma data concreta de retorno para as tropas italianas e descartou qualquer decisão unilateral da Itália. "Voltaremos somente quando a Otan e a ONU tiverem decidido que nossa presença já não é mais necessária", acrescentou.

O governo decretou para a próxima segunda-feira um dia de luto nacional e fará um minuto de silêncio nas escolas e nas administrações públicas pelos soldados.

A Itália tem 3.250 militares mobilizados no Afeganistão, dos quais 500 foram enviados para as eleições.

glr/lm/fp

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