Itália critica custos de plano da UE contra mudança climática

Roma, 21 out (EFE).- O premier italiano, Silvio Berlusconi, exigiu hoje que os custos das medidas contra a mudança climática, que a União Européia (UE) quer aprovar em dezembro, sejam repartidos igualmente entre todos os países do bloco.

EFE |

"O método proposto pela UE sobre o clima não é razoável", disse Berlusconi durante discurso em um fórum econômico. O premier propôs "aplicar gradualmente estas medidas e que o preço seja pago por todos os cidadãos europeus igualmente e não que sobre a Itália recaiam 20%, cerca de US$ 18 bilhões".

Devido à crise financeira, países como Itália e Alemanha manifestaram suas ressalvas, junto a muitos países do leste europeu, sobre o plano para lutar contra o aquecimento global, ao assegurar que terá um forte impacto sobre as economias nacionais.

"A Europa quer indicar a todo o mundo o caminho sobre como diminuir as emissões de carbono, apesar da oposição já expressada por Rússia, Índia, China, África, Brasil e Estados Unidos", frisou.

Para ele, se a Europa quer assumir posição de vanguarda nesse projeto, "terá que fazer isso de um modo equilibrado e justo, pois não é possível que a Itália, que é o país mais manufatureiro da Europa junto com a Alemanha, tenha que carregar esse custo".

A porta-voz da UE para assuntos de meio ambiente, Barbara Helfferich, considerou hoje "exagerados" os números apresentados pela Itália para pôr em dúvida a viabilidade econômica das medidas contra a mudança climática.

Segundo ela, por essa razão, na próxima semana haverá uma série de reuniões técnicas bilaterais para esclarecer os custos. EFE ccg/rr

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