Roma, 16 abr (EFE).- O procurador-geral antimáfia da Itália, Piero Grasso, anunciou hoje a criação de um força especial para evitar que os clãs mafiosos se infiltrem na reconstrução da região de Abruzzo, danificada pelo terremoto do 6 de abril.

O grupo será composto por magistrados e especialistas em crime organizado, que auxiliarão a Procuradoria de L'Aquila, capital de Abruzzo e cidade mais afetada pelo tremor de 5,8 graus da escala Richter que matou 294 pessoas e destruiu dezenas de milhares de casas.

Grasso disse que "o melhor" será envolver os habitantes das cidades atingidas na reconstrução, "já que os técnicos e os profissionais locais sentem a terra como própria e tendem a reconstruí-la da melhor maneira, a fim de evitar riscos futuros".

Ele se declarou a favor de criar uma "lista" de empresas limpas para que participem da reconstrução.

A legislação italiana já permite que se exija das empresas construtoras uma certidão "antimáfia".

O Presidente da comissão parlamentar antimáfia e ex-ministro do Interior, Giuseppe Pisanu, denunciou que o crime organizado "já se infiltrou" em Abruzzo para participar da reconstrução e "por isso é preciso proteger os investimentos públicos com uma ferrenha força especial".

"A Cosa Nostra (máfia siciliana), a Ndrangheta (da Calábria) e a Camorra (napolitana) já chegaram a Abruzzo e certamente aspiram à reconstrução. É necessário proteger os investimentos públicos", afirmou. EFE jl/jp

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