Itália coordena os esforços do G8 para ajudar na crise da Faixa de Gaza

Roma, 7 jan (EFE).- A Itália, como presidente rotativa do G8, está em contato com seus parceiros para fixar sua atenção e ajuda na crise na Faixa de Gaza e o ministro de Relações Exteriores italiano, Gianfranco Frattini, informou hoje no Parlamento que conversou sobre o assunto com representantes de Japão, Rússia e Alemanha.

EFE |

A Itália preside desde o dia primeiro de janeiro o G8 (os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia), por isto seu ministro de Relações Exteriores tenta envolver o grupo na solução da crise que os palestinos enfrentam em Gaza.

Roma promove no G8 um "apoio unânime e internacional à solução que o presidente do Egito, Hosni Mubarak, expôs ao Conselho de Segurança das Nações Unidas", que pediu o final imediato da violência na região e que se permita o fornecimento de ajuda humanitária.

Segundo o ministro de Relação Exteriores da Itália, são três os pontos irrenunciáveis para poder solucionar a crise de Gaza: um cessar-fogo, a criação de um corredor humanitário e que o controle seja confiado a uma força multinacional.

Segundo Frattini, os colegas do G8 responderam positivamente à proposta da Itália sobre "a coordenação da ajuda" aos civis de Gaza, para os quais propôs a formação de "um corredor de 14 quilômetros" de distância entre Israel e Gaza que seja controlado por forças multinacionais compostas por soldados da Autoridade Nacional Palestina (ANP), do Egito e da Turquia.

Frattini também afirmou que "Israel não poderá aceitar uma trégua permanente sem a garantia de que não continuarão entrando armas para o arsenal do Hamas".

O ministro prometeu se reunir imediatamente com os governadores das regiões italianas para obter ajuda humanitária e afirmou que o primeiro-ministro da ANP, Salam Fayyad, "expressou sua satisfação pela iniciativa italiana de coordenar o G8 para a ajuda na Faixa de Gaza".

A intervenção de Frattini foi criticada pelo líder da oposição e do Partido Democrático, Walter Veltroni, que afirmou que a iniciativa é "inadequada".

"Estamos em condições de desenvolver, por razões de amizade com os israelenses e os palestinos, um grande papel e, no entanto, nossa voz não é escutada de forma adequada, com a mesma força que se escutou a da França e a do Reino Unido", declarou. EFE cps/fal

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