Itália busca testemunho de Chávez em caso de narcotráfico

PALERMO (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, será convidado a prestar depoimento como testemunha de defesa sobre um caso de tráfico de drogas, disse o advogado do réu na sexta-feira. O testemunho de Chávez foi um pedido de Walter Alexandre Del Nogal, empresário venezuelano preso em Milão em setembro e acusado de tráfico de drogas.

Reuters |

Ele está sendo julgado em um tribunal da capital siciliana, Palermo, no sul do país. Nesta semana, a corte concordou em permitir que Chávez fosse testemunha, disse Roberto Tricoli, o advogado de Del Nogal, à Reuters.

Del Nogal quer contestar a versão da testemunha de acusação, o informante Massimo Lo Vreglio, que disse ter visto Del Nogal e Chávez juntos em um escritório em Caracas, disse Tricoli.

'Ele disse ter visto meu cliente na Venezuela e disse que conhece Chávez. Já que isso não é verdade, quero mostrar que ele está dizendo enormes mentiras', disse Tricoli à Reuters, acrescentando que isso iria arruinar a reputação de Vreglio como informante do Estado.

Na Itália, as testemunhas de defesa não podem se recusar a testemunhar. Mas, já que Chávez é um chefe de Estado estrangeiro, as autoridades judiciais devem rever tratados internacionais para determinar como e quando o depoimento acontecerá, disse Tricoli.

A mídia venezulana disse que Del Nogal foi condenado nos anos 1990 a quase 21 anos de prisão pelo assassinato de um empresário rival, mas recebeu indulto em 2000.

Tricoli afirmou não saber de nenhuma atividade criminal anterior de seu cliente na Venezuela e que, por isso, não poderia falar sobre o assunto.

(Reportagem de Phil Stewart e Wladimir Pantaleone)

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