Itália busca sobreviventes do terremoto; mortos chegam a 207

LÁQUILA - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, informou na manhã desta terça-feira que o balanço de mortes causadas pelo terremoto que atingiu o centro da Itália na segunda-feira subiu para 207 pessoas, das quais 17 ainda não foram identificadas.

Redação com agências internacionais |

Mais de 24 horas depois de que o tremor sacudiu a região de Abruzzo, no centro da Itália, equipes de emergência  usavam escavadeiras e as próprias mãos na busca por sobreviventes do pior terremoto em três décadas na Itália.

Cerca de 100 pessoas foram retiradas com vida dos escombros de prédios em L'Áquila, a cidade de montanhas medieval de 68 mil habitantes que foi a mais atingida pelo desastre. No entanto, com muitos ainda desaparecidos, a Defesa Civil diz que as esperanças de encontrar mais alguém com vida diminui a cada hora.

Mais cedo na terça-feira, autoridades da defesa civil colocaram o número de mortos em 179. Havia pelo menos 34 pessoas desaparecidas e mais de 1.500 feridos. Elas disseram que o número de desabrigados era de pelo menos 17 mil, muito menor do que os 50 mil estimados na segunda-feira.


Italiana caminha pelos escombros após terremoto / AP

Resgate comove Itália

O caso da estudante Marta, de 24 anos, tirada dos escombros 23 horas depois do terremoto, comoveu os italianos.

Os bombeiros encontraram Marta deitada na cama, imobilizada, presa sob os escombros do prédio de quatro andares onde morava, no centro de Áquila. Ao lado de seu corpo havia uma trave de concreto, que tinha caído do teto e serviu como escudo, protegendo a moça durante o desabamento.

Marta foi retirada depois de cinco horas de escavações, às 2h da madrugada (21h, hora de Brasília), sob os aplausos emocionados de parentes e amigos que aguardavam aflitos.

"Foi um resgate muito difícil porque havia traves prestes a cair muito perto dela e precisava ter cuidado para não provocar mais desabamentos", disse um dos bombeiros que trabalharam no resgate.


Equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes / AP

Forte terremoto

O terremoto, que registrou entre 5,8 graus e 6,3 graus na escala Richter, ocorreu pouco depois das 3h30 da manhã de segunda-feira (horário local), surpreendendo os moradores que dormiam em suas casas, derrubando igrejas antigas e outras edificações em 26 cidades.

Autoridades da defesa civil estimaram que dois terços das edificações ruíram em L'Áquila.

Alguns outros tremores foram registrados durante a noite na área, a cerca de 100 quilômetros a leste de Roma, enquanto as pessoas se abrigavam em seus carros ou em barracas.

A Defesa Civil improvisou um acampamento nos arredores da cidade para atender os desabrigados. Voluntários estão distribuindo cobertores, comida e água, mas a ajuda não é suficiente para atender a todos que necessitam.


Diversos patrimônios históricos foram danificados / AP

"Desastre sério"

"É um desastre sério. Agora nós devemos reconstruir e isso exigirá grandes quantias de dinheiro", disse o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, cujo governo já enfrenta um alto déficit e uma grande dívida pública.

Berlusconi declarou emergência nacional e prometeu buscar centenas de milhares de euros do fundo de desastres da União Europeia.


Epicentro do terremoto foi em L'Aquila, no centro da Itália


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