Itália aceita receber 3 presos de Guantánamo, diz Obama

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou a um acordo nesta segunda-feira com o premiê italiano Silvio Berlusconi para a transferência de três detentos da prisão militar norte-americana na baía de Guantánamo, em Cuba. Obama fez o anúncio após negociações com Berlusconi. O líder norte-americano tem se esforçado para tirar os presos de Guantánamo, que abriga estrangeiros acusados de terrorismo e recebeu críticas internacionais, e levá-los a outros países. O plano de Obama é fechar a prisão até janeiro.

Reuters |

"Eu agradeço ao primeiro-ministro pelo apoio à nossa política pelo fechamento de Guantánamo", afirmou Obama depois de conversar com Berlusconi na Casa Branca. "Isso não é apenas discurso. A Itália aceitou receber três detentos específicos."

A União Europeia declarou mais cedo nesta segunda-feira que seus estados membros estão prontos para receber prisioneiros liberados do centro de detenção na base da Marinha norte-americana em Cuba.

Três detentos foram transferidos para a Arábia Saudita "sob medidas apropriadas de segurança" na semana passada, afirmou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na sexta-feira.

As transferências ocorreram após a mudança de seis outros prisioneiros na semana passada --quatro chineses de etnia uigur foram para Bermuda, e um iraquiano e outro do Chade foram enviados para seus países de origem.

Dias antes de assumir a Presidência em 20 de janeiro, Obama definiu o prazo de um ano para fechar a prisão, que hoje abriga mais de 220 detentos, como parte de seus esforços para reparar a imagem dos Estados Unidos no mundo.

A prisão de Guantánamo, aberta durante o mandato do presidente George W. Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001, provocou críticas internacionais por manter pessoas por tempo indeterminado na prisão, muitas delas sem acusações. Grupos pelos direitos humanos acusam o governo Bush de permitir a tortura dos presos de Guantánamo.

Obama está procurando a ajuda dos aliados norte-americanos para realocar os detentos de Guantánamo, ao mesmo tempo em que sofre uma forte oposição do Congresso para mandar os presos para centros nos Estados Unidos. Ele insistiu, no entanto, que alguns serão mantidos sem liberdade dentro de território norte-americano.

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