Israelenses votam em eleições municipais incertas

Os israelenses foram convocados às urnas nesta terça-feira para eleições municipais cruciais para Jerusalém, palco de tensões políticas e religiosas.

AFP |

Os centros de votação abriram as portas às 07H00 locais (03H00 de Brasília) e devem fechar às 22H00 (18H00 de Brasília).

Estas eleições municipais acontecem em 15 localidades, inclusive nas colônias da Cisjordânia e das colinas de Golan, assim como na parte leste de Jerusalém, onde os moradores palestinos podem votar.

As principais redes de TV devem divulgar estimativas pouco depois do fechamento dos centros de votação. Os eleitores devem escolher o prefeito e os vereadores. Para ser eleito à prefeitura no primeiro turno, um candidato precisa conseguir, pelo menos, 40% dos votos.

Na parte leste de Jerusalém, a grande maioria dos comerciantes palestinos estava em greve, depois de uma coalizão de organizações ter denunciado a realização de "eleições sob a ocupação" israelense.

Os cerca de 250.000 palestinos de Jerusalém, que têm um estatuto de residentes, podem votar nas eleições municipais, mas não nas legislativas.

Nas duas últimas eleições municipais, os palestinos se abstiveram. Neste ano, eles foram mais uma vez incentivados pela Autoridade Palestina a boicotar as eleições, para não "avalizar" a anexação desta parte da cidade.

Para os 481.000 judeus de Jerusalém, (que representam 65% da população total), existe um grande suspense sobre o resultado da eleição, já que os dois principais candidatos, o rabino ultraortodoxo Meir Porush e o candidato laico Nir Barkat, um rico empresário, têm chances reais de vitória.

Ambos defendem a anexação da parte leste da cidade, conquistada em junho de 1967 e anexada em 1980 por uma lei do Parlamento que declarou Jerusalém "capital indivisível e eterna do Estado de Israel".

Esta anexação nunca foi reconhecida pela comunidade internacional.

Desde 2003, a prefeitura de Jerusalém é dirigida pelo ultraortodoxo Uri Lupolianski.

Um terceiro candidato, o bilionário de origem russa Arcady Gaydamak, muito atrás dos dois primeiros nas pesquisas, esperava surpreender com a conquista dos eleitores árabes, depois de chamado seus adversários de "racistas".

Nos últimos meses, as pesquisas apontavam para uma fácil vitória de Nir Barkat, com uma vantagem de mais de dez pontos sobre Meir Porush. No entanto, a diferença caiu muito nos últimos dias, e muitos analistas consideram agora que o rabino pode até ganhar a eleiço.

Em Tel Aviv, o coração econômico do país, o resultado também é incerto entre o atual prefeito, o liberal Ron Huldai, e o deputado comunista Dov Khenin, que fez campanha sobre o tema da ecologia e denunciou a política de seu adversário, que transformou Tel Aviv em "uma cidade para os ricos".

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