Israelenses vão às urnas em número maior do que o esperado

Apesar do mau tempo e da expectativa de apatia, os eleitores israelenses estão comparecendo às urnas do país nas eleições parlamentares desta terça-feira em um número maior do que o registrado no pleito de 2006.

BBC Brasil |


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Homem vota em Israel
Homem vota em Israel
Existia a perspectiva de que o comparecimento fosse mais baixo, atribuído à falta de esperança, por parte da grande maioria dos eleitores, de que as eleições pudessem gerar uma mudança significativa na situação do país.

Às 16h (12h de Brasília), cerca de 42% dos israelenses haviam votado, cerca de 3% a mais do que na eleição anterior. Analistas acreditam que o comparecimento deve ser de 69%, relativamente baixo mas mesmo assim maior do que o registrado em 2006.

Líderes políticos pediram que os eleitores comparecessem às urnas, mesmo com os fortes ventos e a chuva. A votação termina às 22h (horário local).

A expectativa é de que a disputa seja apertada entre o líder da oposição, o linha dura Binyamin Netanyahu, do Likud, e Tzipi Livni, do governista Kadima. A vantagem que Netanyahu tinha sobre Livni nas pesquisas diminuiu um pouco nas últimas semanas.

O Kadima liderou as últimas e fracassadas rodadas de negociações com a Autoridade Palestina e prometeu continuar dialogando, se eleito. Já o Likud é contra a formação de um Estado palestino, o objetivo maior das negociações.

Analistas acreditam que os partidos de direita devem dominar o próximo parlamento israelense e Livni teria enormes dificuldades para formar uma coalizão se o Kadima fosse o mais votado.

Após o recente conflito em Gaza, muitos israelenses dizem acreditar que sua maior preocupação é com a segurança e que não confiam no processo de paz com os palestinos.

"Aqueles que desejam mudanças devem se unir ao Likud e a mim", disse Netanyahu após votar em Jerusalém. Já Livni afirmou que os israelenses deveriam votar "não com medo, mas sim esperança".

O menor índice de participação é esperado nas aldeias árabes de Israel, onde movimentos políticos islâmicos e nacionalistas chamaram a população a boicotar as eleições.

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Mulher israelense em cabine de votação

Mulher israelense em cabine de votação

Essas eleições marcaram também o fortalecimento do partido ultra-direitista Israel Beiteinu, liderado por Avigdor Lieberman, cujo lema principal é "sem fidelidade não há cidadania".

O partido de Lieberman foi beneficiado pelo clima de guerra que se criou no país durante a recente ofensiva à Faixa de Gaza.

Durante as três semanas da ofensiva o apoio para o Israel Beiteinu, que defendia uma ação mais dura contra os palestinos e foi contra o cessar-fogo decretado por Israel no dia 17 de janeiro, cresceu em mais de 50%.

As pesquisas indicam que o Israel Beiteinu, que hoje tem 11 das 120 cadeiras do Parlamento, deverá obter, nestas eleições, 19 cadeiras.

"Muitos partidos falam, mas apenas um sabe também agir. Fizemos um bom trabalho durante as eleições e faremos um melhor ainda após o pleito", disse Lieberman nesta terça-feira.

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