Israelenses fazem descoberta que pode ajudar a tratar Alzheimer

Jerusalém, 9 set (EFE).- Uma pesquisa da Universidade israelense de Haifa identificou uma proteína essencial para o processo da consolidação da memória, o que pode ser fundamental para o tratamento de doenças como Alzheimer e Parkinson.

EFE |

Trata-se do último de uma série de estudos destinados a um melhor entendimento do processo de criação e consolidação da memória no cérebro humano, publicado recentemente pela revista "Nature Neuroscience", segundo comunicado.

O estudo está centrado em uma proteína presente durante o processo de formação da memória e demonstra que, de fato, é um fator essencial neste processo, segundo a equipe de cientistas liderada pelo professor Kobi Rosenblum, chefe do departamento de neurobiologia e etologia da Universidade de Haifa.

Os pesquisadores fizeram experiências com ratos empregando o padrão de aprendizagem do gosto e constataram que durante o processo se produz a proteína PSD-95.

A nota diz, no entanto, que quando o rato foi exposto a gostos desconhecidos, a PSD-95 não foi produzido no centro do córtex do cérebro.

Para demonstrar que a citada proteína é essencial para o processo de criação da memória, os pesquisadores empregaram dois grupos diferentes de roedores que tinha se submetido às mesmas provas para a aprendizagem do gosto.

Empregando engenharia genética detiveram a segregação da PSD-95 nas células nervosas do chamado "centro do gosto" no cérebro de um dos grupos, e comprovaram que esses roedores não tinham memória de novos gostos um dia após sua exposição a eles, ao contrário do outro grupo.

Os cientistas demonstraram, portanto, que a nova memória se criava quando se produzia PSD-95 e que a informação desaparecia do cérebro na ausência dessa proteína. EFE db/rr

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