Israelenses e palestinos diferem sobre conclusões do Sínodo

Conclusões adotadas pelo Sínodo para o Oriente Médio pedem fim da ocupação israelense

EFE |

Israelenses e palestinos receberam de diferentes maneiras as conclusões adotadas pelo Sínodo para o Oriente Médio, que pedem o fim da ocupação israelense e das justificações bíblicas para construir novos assentamentos. Enquanto o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, acolheu com beneplácito as conclusões do Sínodo, Israel aponta que as disputas teológicas sobre as santas escrituras são próprias da Idade Média e que "não parece adequado ressuscitá-las".

Após duas semanas de reuniões, os bispos católicos reunidos no Vaticano, 101 deles provenientes do Oriente Médio, expressaram no sábado a esperança de que a solução de "dois povos, dois Estados" para israelenses e palestinos, se transforme em realidade. Este sínodo, encerrado neste domingo pelo papa Bento 16, também exortou à comunidade internacional, em particular à ONU, para acabar com a ocupação dos "diferentes territórios árabes".

AFP
Papa Bento 16 encerra Sínodo para o Oriente Médio com pedidos por paz e liberdade religiosa
Foi abordada também a preocupante situação dos cristãos na região. O papa ressaltou que "a paz é o melhor remédio para evitar a emigração do Oriente Médio". Sobre a última questão, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores israelense, Yigal Palmor, manifestou que "Israel dá às boas-vindas aos cristãos e é o único país da região no qual segue aumentando de forma constante o número de fiéis".

O chefe negociador palestino, Saeb Erekat, reiterou neste domingo em comunicado as afirmações do presidente Abbas no sentido de que "os cristãos da Terra Santa são parte integral do povo palestino" e que "sua imigração danifica a identidade nacional e as perspectivas de um futuro estado". Erekat lembrou que o pontífice pôde comprovar na sua visita à Terra Santa, em maio de 2009, "o Muro isolando Belém de Jerusalém". "Esse é um insulto a mais de 2 mil anos de história cristã na Terra Santa e o melhor exemplo para explicar o porquê nossos irmãos e irmãs, muitos deles cristãos, foram forçados a buscar uma vida digna longe da realidade de muros e ocupação", disse.

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