Israelenses deixam Gaza depois da pior disputa em mais de um ano

Por Nidal al-Mughrabi Gaza, 27 de março - (Reuters) - Tropas e tanques israelenses deixaram a Faixa de Gaza neste sábado, depois que o mais sangrento confronto no enclave governado pelo Hamas, em 14 meses, matou dois soldados e um palestino, de acordo com o relato de testemunhas.

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A violência enfatizou o impasse nas negociações mediadas pelos EUA, entre Israel e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, cujas tentativas de paz têm sido boicotadas pela hostilidade do Hamas, assim como pela insistência de Israel em construir assentamentos no território ocupado.

A Liga Árabe que deu seu apoio às negociações indiretas entre Israel e Palestina, alertou que deve haver uma significativa revisão da estratégia adotada, depois de ver essa tentativa estagnar, assim como tantas outras antes.

"Precisamos estudar a possibilidade de que o processo de paz seja um fracasso total", disse o secretário-geral da Liga, Amr Moussa, aos líderes árabes reunidos na cidade libanesa de Sirte.

"Está na hora de encarar Israel. Precisamos ter planos alternativos, porque a situação chegou a um momento crucial", ele disse.

O impasse detonou ataques de morteiros esporádicos de Gaza, o que levou a ataques aéreos da parte de Israel. Na sexta-feira, soldados foram pegos numa emboscada palestina, segundo o exército, ao cruzar a fronteira para desmontar uma mina. Dois soldados foram mortos e dois feridos.

O combate --no qual Israel diz acreditar ter morto dois atiradores palestinos-- foi o mais feroz desde a guerra de Gaza de 3 semanas, no começo de 2009. Cerca de 1.400 palestinos, em sua maioria civis, e 13 israelenses, em sua maioria soldados, morreram naquele conflito.

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