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Israelenses criticam ameaça política de Mofaz contra o Irã

Por Dan Williams JERUSALÉM (Reuters) - Autoridades de defesa e analistas políticos israelenses criticaram o vice-primeiro-ministro Shaul Mofaz no domingo depois de ele ter ameaçado com ataques contra o Irã, acusando-o de explorar o receio de guerra para promover suas ambições políticas pessoais.

Reuters |

Ex-chefe das Forças Armadas e provável rival do primeiro-ministro Ehud Olmert no Partido Kadima, ao qual ambos pertencem, Mofaz disse em entrevista concedida a um jornal na semana passada que ataques israelenses ao Irã parecem 'inevitáveis', em vista do avanço nos planos nucleares de Teerã.

As declarações dele ajudaram a elevar o preço do petróleo em quase 9 por cento na sexta-feira, para o recorde de 139 dólares o barril, e atraíram reação circunspeta de Washington, que defende a imposição de sanções da ONU contra o Irã e apenas deixou entrever a possibilidade de recorrer à força em última instância.

Enquanto a Casa Branca sugeriu que Mofaz teria expressado o medo que o Estado judaico sentiria da república islâmica, funcionários do Ministério da Defesa israelense apontaram para a luta de poder travada no Kadima no momento em que Ehud Olmert tenta livrar-se de um escândalo de pagamento de propinas.

'Converter uma das questões de segurança mais estratégicas em jogo político, usando-a para finalidades internas numa suposta campanha no Kadima, isso é algo que não se deve fazer', disse à rádio Israel o vice-ministro da Defesa Matan Vilnai.

A emissora estatal citou outro funcionário sênior da Defesa como tendo dito que a entrevista de Mofaz 'não reflete a política de Israel' e 'pode dificultar ainda mais a tentativa de Israel de convencer mais países a intensificar suas sanções contra o Irã'.

Indagada sobre as críticas, uma assessora de Mofaz, Talia Somech, disse que ele falou 'devido a seus mais de 40 anos de compromisso com a segurança nacional de Israel.'

'Gostaríamos que suas declarações fossem lidas literalmente e não recebessem interpretações alternativas', disse a assessora à Reuters.

Mofaz, que nasceu no Irã, foi ministro da Defesa até que Olmert o transferiu para o Ministério dos Transportes, numa mudança do gabinete promovida em 2006.

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