Israelenses acusam AIEA de esconder atividade nuclear do Irã

Jerusalém, 19 ago (EFE).- Altos funcionários do Ministério de Assuntos Exteriores de Israel disseram acreditar que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, esconde provas sobre o programa nuclear do Irã.

EFE |

ElBaradei estaria impedindo a publicação da evidência obtida pela AIEA nos últimos meses que demonstra que o Irã está tentando conseguir informação necessária para seu programa nuclear militar, segundo declararam fontes diplomáticas e oficiais israelenses ao diário local "Ha'aretz".

Um alto funcionário da Chancelaria confirmou à Agência Efe que, apesar da postura oficial de Israel ser de não acusar a AIEA, para evitar confrontos com ElBaradei e a própria agência, são muitos os que pensam que há sérias dúvidas sobre sua "ação profissional, sobretudo em relação a Irã e Síria".

"Temos não só a sensação, mas também provas de que cada vez que é preciso fazer um relatório sobre o Irã há uma tentativa por parte de ElBaradei de apresentar as coisas do ponto de vista iraniano", disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

Segundo o funcionário da Chancelaria, o diretor da AIEA chega a ignorar as recomendações e interpretações de seus próprios especialistas.

Para ele, não se trata de casos concretos, "mas de um sistema cujo objetivo é desviar as pressões de países como França, Reino Unido e Estados Unidos sobre o Irã na questão nuclear".

Segundo divulgou hoje o diário "Ha'aretz", altos cargos em Israel acreditam os inspetores da AIEA escreveram um anexo classificado ao último relatório sobre o Irã que teria sido censurado por oficiais da agência na sede da organização, em Viena.

A Comissão de Energia Atômica de Israel e a Chancelaria estão pressionando para conseguir que esses dados sejam incluídos no próximo relatório sobre o Irã, ao entenderem que isso demonstraria que a República Islâmica segue adiante com suas tentativas de desenvolver armamento nuclear.

Os porta-vozes da Chancelaria e do escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, evitaram comentar o assunto. EFE aca/rr

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