Israelense descobre que é suspeito de assassinato de Mabhuh

Jerusalém, 24 fev (EFE).- O israelense Adam Marcus Korman demonstrou hoje indignação ao saber que seu nome está entre os 15 novos passaportes suspeitos pelo assassinato em Dubai do dirigente do Hamas Mahmoud Al Mabhuh, em janeiro.

EFE |

"Trata-se de uma violação aos direitos humanos fazer algo assim.

Fiquei chocado ao receber a notícia", revelou Korman à edição digital do jornal "Yedioth Ahronoth".

Com 34 anos, Korman nasceu na Austrália, emigrou para Israel na infância e atualmente mora em Tel Aviv.

"Estou em choque, trata-se de um caso de roubo de identidade, isso é simplesmente inconcebível", referiu-se assim ao saber que um indivíduo levava um passaporte australiano com seu nome e é suspeito de envolvimento no assassinato do dirigente do Hamas em 19 de janeiro nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo um comunicado da Polícia de Dubai, três dos novos supostos assassinos têm passaportes da Irlanda, três da França, seis do Reino Unido e três da Austrália.

Além disso, entre estes há cinco mulheres com passaportes dessas nacionalidades.

Ele soube do roubo quando atendia clientes no centro de Tel Aviv.

Perplexo, questionou-se como vai fazer agora quando precisar viajar à Austrália após ser considerado um "suspeito internacional".

"Recebi inúmeras ligações da imprensa, mas nem uma só de algum funcionário israelense ou de alguma autoridade europeia, incluindo a Interpol", manifestou.

"Viajei por todo o mundo, mas nunca estive em Dubai ou nos Emirados Árabes Unidos", afirmou o israelense.

A nova lista divulgada hoje pelas autoridades de Dubai inclui nomes de israelenses com passaportes estrangeiros cujas identidades foram roubadas.

Com o anúncio de hoje, sobe para 26 o número de pessoas identificadas pelas autoridades de Dubai, que supostamente participaram da morte de Mabhuh, um dos fundadores do braço armado do Hamas, as Brigadas de Izz ad-Din al-Qassam.

A Polícia de Dubai acusa os serviços secretos israelenses no exterior, o Mossad, de estar por trás do assassinato do líder do grupo islamita palestino. EFE db/dm

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