Hamas anunciou que não suspenderá seus ataques mesmo que Israel decida pelo cessar-fogo." / Hamas anunciou que não suspenderá seus ataques mesmo que Israel decida pelo cessar-fogo." /

Israel vota hoje proposta do Egito para trégua em Gaza

JERUSALÉM - O gabinete de segurança de Israel, integrado por 12 membros de destaque do Executivo, deve decidir neste sábado à tarde se suspende ou dá continuidade à sua ofensiva militar contra a Faixa de Gaza. Apesar dessa possibilidade, o http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/01/17/hamas+promete+continuar+luta+mesmo+com+tregua+israelense+3428933.htmlHamas anunciou que não suspenderá seus ataques mesmo que Israel decida pelo cessar-fogo.

Redação com agências |

A meta é anunciar, sujeito à aprovação do Gabinete, uma suspensão das atividades militares porque cremos que nossos objetivos foram alcançados", disse a autoridade, que pediu para não ser identificada.

O Gabinete de Segurança israelense tem uma reunião marcada para as 15h30 (horário de Brasília) e o primeiro-ministro, Ehud Olmert, se dirigirá à nação às 18h.

Caso aprove a proposta do Egito para um cessar-fogo na região, Israel porá fim a três semanas de ataque, mas sem chegar a um acordo com o Hamas.

A aceitação da trégua também evidenciaria que, ao não negociar diretamente com o grupo palestino, Israel, por outro lado, se apoia em seus tradicionais aliados e mediadores neste conflito - EUA e Egito - para conseguir o combate ao contrabando de armas em direção a Gaza.

Diferentes meios de comunicação acreditam que, provavelmente, Israel dará sinal verde à iniciativa. Desde ontem à noite, fontes do Governo israelense destacam que houve "um grande progresso" nas negociações com o Egito para conter o tráfico de armas entre a fronteira egípcia e palestina.

A votação neste sábado acontecerá depois que, ontem, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, assinaram em Washington um "memorando de entendimento" destinado a impedir o contrabando de armas em direção à Faixa de Gaza a partir do Irã e outros países.

Reuters

Artilharia israelense dispara contra Gaza

A proposta egípcia que Israel vota hoje obriga o Exército israelense a suspender seus ataques por dez dias, durante os quais, no entanto, as tropas terão direito a permanecer em Gaza e as passagens fronteiriças poderão continuar fechadas até que sejam finalizados os acordos para impedir o contrabando ao longo da fronteira sul da faixa territorial, de 14 quilômetros.

O plano também diz que o Egito deverá fechar os túneis subterrâneos com ajuda internacional, e que as negociações para a reabertura das fronteiras ou para o fim do bloqueio a Gaza, uma das principais reivindicações do Hamas, começarão mais adiante.

Na Faixa de Gaza, a violência continuou hoje com intensos bombardeios das Forças Armadas israelenses e combates com milicianos do Hamas.

Pelo menos cinco palestinos morreram nas últimas horas, pelo menos dois deles em uma escola da ONU bombardeada por tanques. Segundo fontes da área de saúde, o número de mortos e feridos nos ataques já passa de 1.160 e cinco mil, respectivamente.

Entre os palestinos que morreram há pelo menos 370 crianças e adolescentes e 85 mulheres.

Por sua vez, o Hamas disparou nesta manhã pelo menos cinco foguetes contra solo israelense, os quais não causaram nenhum dano, informou a rádio pública.

Desde o começo da ofensiva, em 27 de dezembro, 13 israelenses morreram e mais de 250 ficaram feridos.

(com informações das agências EFE e Reuters)

22º dia de ataques

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