Israel volta a rejeitar trégua em Gaza proposta pela União Européia

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, voltou a rejeitar nesta terça-feira a proposta da União Européia (UE) de alcançar uma trégua na Faixa de Gaza.

Redação com agências internacionais |

    Olmert comunicou recusa em seu escritório de Jerusalém à delegação da UE liderada pelo ministro de Exteriores tcheco, Karen Schwarzenberg, que chegou ontem a Israel para tentar conseguir o fim das hostilidades na Faixa de Gaza.

    Reuters
    Meninos olham casa destruída após ataque aéreo no sul da Faixa de Gaza

    "Olhem onde estão disparando, já alcançaram Gedera", disse Olmert, em referência a uma localidade situada a 40 quilômetros de Gaza onde chegou hoje, pela primeira vez, um foguete palestino, que provocou ferimentos leves em um bebê, segundo o site do jornal israelense "Yedioth Ahronoth".

    "Antes da trégua disparavam a uma distância de 20 quilômetros, agora chegam até 40 quilômetros. Se houver outra trégua, alcançarão 60 quilômetros ou mais", disse o chefe do governo israelense.

    Tráfico de armas em Gaza

    Em entrevista ao diário "Ha'aretz", Olmert reconheceu que há "diferentes idéias para uma solução diplomática". "O resultado deve ser um bloqueio efetivo da rota Filadélfia, com supervisão e acompanhamento", explicou o primeiro-ministro israelense em alusão ao corredor entre Egito e Gaza. Embaixo do corredor há dezenas de túneis usados pelo Hamas para se abastecer de armas, munição e foguetes.

    Olmert também não se opôs a uma solução orquestrada pelas Nações Unidas, mas ressaltou que qualquer idéia enviada a Israel deve oferecer "uma solução ativa" para o problema das armas que entram em Gaza e chegam às mãos das milícias.

    "Não começamos tudo isto para ocupar (de novo) Gaza, ou matar todos os terroristas. Iniciamos (esta operação) para gerar uma mudança para o sul (de Israel)", disse.

    Nesta manhã, Israel já havia adiantado que só concordaria com um cessar-fogo se o Hamas se desarmasse . "Prevenir uma reconstrução das armas do Hamas é o princípio necessário para qualquer medida de trégua. Essa é a questão vital", disse Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert.

    Reuters
    Tanques israelenses avançam na Faixa de Gaza

    11º dia de bombardeios

    Estima-se que ofensiva israelense, iniciada no dia 27 de dezembro, já deixou mais de 560 palestinos mortos e outros 2.700 feridos. Por outro lado, Israel afirma que quatro soldados e quatro civis morreram desde o início dos ataques.  

    Nesta terça-feira, no 11º dia de bombardeios, duas escolas administradas pelas Nações Unidas na cidade de Gaza e no sul da Faixa de Gaza foram antingidas pelos ataques e, segundo fontes palestinas, pelo menos 40 pessoas morreram .

    O Exército de Israel informou também que matou 130 combatentes do Hamas desde o início da ofensiva terrestre, no sábado à noite.

    Nahum Sirotsky, colunista do iG, comenta a situação em Gaza; veja o vídeo:


    11º dia de bombardeios

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