Israel vai liberar mais de 150 prisioneiros palestinos até o fim de agosto

Israel vai liberar mais de 150 prisioneiros palestinos até o fim de agosto para tentar dar um novo impulso ao processo de paz, após o anúncio da retirada do primeiro-ministro hebreu, Ehud Olmert.

AFP |

Esta decisão foi anunciada nesta quarta-feira após uma reunião entre Olmert e o presidente da Autoridade palestina, Mahmud Abbas, a primeira desde que o chefe de governo israelense divulgou sua intenção de deixar o poder em meados de setembro.

"Chegamos a um acordo sobre a liberação de mais de 150 prisioneiros detidos nas prisões israelenses ainda este mês", disse Saeb Erakat, um dos negociadores palestinos, sem detalhar a identidade dos detentos.

"Israel liberará prisioneiros palestinos no fim de agosto em um gesto de boa vontade para os palestinos, em resposta a um pedido do presidente Mahmud Abbas", afirmou aos jornalistas o porta-voz de Olmert, Mark Regev.

"Esperemos que este gesto ajude o processo de paz", indicou Regev.

Segundo um alto responsável israelense, a liberação está prevista para 25 de agosto.

Olmert e Abbas, dois dirigentes em situação muito delicadas, conversaram em um almoço de trabalho, no qual também participaram a ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, e o ex-primeiro-ministro palestino, Ahmed Qureia, indicaram responsáveis de ambas as partes.

Abbas tinha previsto pedir a liberação de três responsáveis palestinos detidos em Israel: Marwan Barghuthi, um chefe do Fatah --o partido do presidente palestino--, Aziz Doweik, ex-chefe do parlamento palestino e membro do Hamas, e Ahmed Saadat, chefe do Frente Popular para a Liberação da Palestina (FPLP).

Durante a reunião, eles previam discutir também o estatuto final dos territórios palestinos, os postos de controle do exército israelense nas estradas da Cisjordânia e o bloqueio desta região, destacou Erakat.

Abbas e Olmert se comprometeram em novembro passado, no encontro internacional de Anápolis (Estados Unidos), tentar chegar a um acordo de paz este ano, antes do fim do mandato do presidente americano, George W. Bush.

Mas o anúncio da saída iminente do chefe de Governo israelense representou um duro golpe para as negociações.

Embora, oficialmente, a Autoridade Palestina afirme que as obrigações de Olmert são um "assunto interno" de Israel, se preocupa por sua sucessão.

O outro candidato com muitas possibilidades de chegar à frente do Kadima (partido no poder), o ministro dos Transportes, Shaul Mofaz, tem uma imagem de "falcão" entre os palestinos.

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