Por Joseph Nasr JERUSALÉM (Reuters) - Os israelenses começaram a votar na terça-feira em uma eleição que as pesquisas mostram muito equilibrada, com o líder da oposição de direita Benjamin Netanyahu tentando tirar o partido centrista da ministra do Exterior, Tzipi Livni, do poder.

A curta campanha foi ofuscada pela ofensiva de Israel em janeiro contra militantes palestinos na Faixa de Gaza. A questão central para os eleitores é saber qual líder pode defender melhor a segurança do país enquanto as chances de um acordo de paz parecem remotas.

Cerca de 5,3 milhões de pessoas estão aptas a votar em 9.000 centros de votação em todo o país. A campanha atraiu pouco entusiasmo, e o tempo frio e chuvoso através de Israel aumentou a possibilidade de haver um baixo comparecimento.

O líder do partido Likud, Netanyahu, que antes liderava com folga as pesquisas de opinião, perdeu terreno para Livni desde a guerra de 22 dias no mês passado, em que 1.300 palestinos e 13 israelenses foram mortos. Os dois líderes estavam empatados tecnicamente nas pesquisas.

O ultradireitista Avigdor Lieberman, uma possível ameaça a Netanyahu, viu sua popularidade aumentar desde o fim do conflito em Gaza, em 18 de janeiro.

Seu partido, o Yisrael Beiteinu, promete endurecer com os palestinos e os cidadãos árabes de Israel, e apoia assentamentos judeus na Cisjordânia ocupada.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, do antes dominante Partido Trabalhista, amarga o quarto lugar, apesar de seu desempenho ter mais que dobrado desde o fim da ofensiva.

A eleição pode ser decidida pelo desempenho dos pequenos partidos. Cerca de 15 por cento dos eleitores estavam indecisos nos dias finais da campanha, segundo as pesquisas.

"A tendência que nós vimos nos últimos dias indica uma batalha muito equilibrada", disse o pesquisador Rafi Smith, do Smith Research Centre. "Ninguém disparou."

Lieberman foi o primeiro dos quatro principais candidatos a aparecer na terça-feira, depositando seu voto em um assentamento na cidade de Nokdim, na Cisjordânia, onde ele vive.

Os israelenses votam por partido, e os assentos no parlamento são distribuídos de acordo com a representação proporcional e por lista partidária. O partido com o maior número de votos é geralmente chamado a formar o governo.

Pode durar semanas até que uma coalizão seja formada.

O primeiro-ministro Ehud Olmert, que deixa o cargo após um escândalo de corrupção em setembro, ficará no cargo até que o novo gabinete tome posse.

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