Israel tomará decisão sobre troca de prisioneiros com Hezbollah no domingo

O governo israelense vai se pronunciar no domingo sobre a troca de prisioneiros com o movimento libanês Hezbollah, que tem em seu poder dois soldados israelenses supostamente mortos, anunciou nesta quarta-feira o primeiro-ministro Ehud Olmert.

AFP |

"Quanto a Udi (Ehud Goldwasser) e Eldad (Regev), decidi apresentar a questão à aprovação do governo durante a reunião de domingo", afirmou Olmert ao parlamento.

Recentemente, as autoridades pediram ao rabino-chefe do Exérctio, Avihai Ronsky, que decidisse se os dois soldados, Eldad Regev e Ehud Goldwasser, seqüesetrados em julho de 2006 na fronteira libanesa pelo Hezbollah, deviam ser considerados oficialmente mortos.

Segundo um informe do Exército entregue a este rabino, um deles seguramente está morto e outro provavelmente, de acordo com os meios de comunicação israelenses.

Na semana passada houve a impressão de que se chegaria a um acordo sobre a troca de prisioneiros e seus corpos, mas há alguns dias a possibilidade se choca com a opinião desfavorável de alguns ministros e de autoridades da Defesa.

Os chefes do serviço de segurança interna (Shin Beth) e dos serviços de inteligência (Mossad) se opuseram a uma libertação de prisioneiros em troca de corpos, de acordo com fontes governamentais.

Oficialmente, Israel não considera os dois soldados mortos, apesar de não ter recebido qualquer sinal de que estejam vivos.

A captura dos militares pelo Hezbollah em territórios israelense, perto da fronteira libanesa, provocou uma ofensiva militar de Israel de grande envergadura contra o Líbano, que durou 34 dias (12 de julho a 14 de agosto de 2006).

rb/mel/cn/fp

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