Guardian - Mundo - iG" /

Israel teria cogitado atacar instalações nucleares do Irã, diz Guardian

Londres, 26 set (EFE) - Israel considerou seriamente, no primeiro semestre, lançar um ataque contra as instalações nucleares do Irã, mas o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se negou a apoiar o país, informaram fontes diplomáticas européias ao jornal The Guardian.

EFE |

O periódico informa que o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, utilizou uma visita feita por Bush em 14 de maio a Israel, por ocasião do 60º aniversário da criação do Estado judeu, para abordar a questão em uma reunião particular.

Além disso, é improvável que o presidente americano mude de opinião sobre esse apoio durante o resto de seu mandato, que acabará em janeiro, acrescenta o rotativo.

O "Guardian" diz que as fontes trabalham para um chefe de Governo europeu que se reuniu com o primeiro-ministro israelense depois da visita que o presidente americano fez a Israel.

As conversas entre Bush e Olmert eram tão sensíveis que não houve funcionários que tomassem nota do que estava sendo dito, mas o líder europeu - o qual não é identificado pelo periódico - divulgou a seus funcionários o que o político israelense disse sobre essa reunião.

A decisão de Bush de negar seu apoio a um ataque contra o Irã baseou-se em dois pilares.

A preocupação com uma resposta iraniana, que provavelmente incluiria ataques contra militares americanos no Iraque e no Afeganistão, e também a dificuldade de que Israel conseguisse desmantelar as instalações nucleares do Irã em uma única ação, o que podia originar uma guerra de escala maior, indica o jornal.

O Irã insistiu em que responderia com a força a qualquer ataque contra o país.

Alguns analistas ocidentais acreditam que isto poderia incluir o pedido ao grupo libanês Hisbolá para que atacasse os Estados Unidos.

"Há uma grande diáspora libanesa no Canadá que deve incluir alguns seguidores do Hisbolá. Eles poderiam entrar nos EUA e agir", acrescentou a fonte.

O "Guardian" afirma que, mesmo se Israel tivesse lançado um ataque contra o Irã sem a aprovação americana, seus aviões não poderiam chegar a seus alvos sem que os EUA conhecessem o percurso aéreo.

"A rota mais curta para Natanz (o local onde há uma usina de enriquecimento de urânio) é passando pelo Iraque e os EUA têm o total controle do espaço aéreo iraquiano", afirmou a fonte.

Neste contexto, o Irã podia pensar que Bush aprovava a medida de força, com o que havia possibilidades de um ataque contra os EUA, indica o periódico. EFE vg/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG