Jerusalém, 29 out (EFE).- O presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, e o primeiro-ministro do país, Ehud Olmert, se desculparam formalmente perante o presidente do Egito, Hosni Mubarak, depois que o ex-ministro e atual deputado do Parlamento, Avigdor Liberman, mandou hoje o chefe de Estado egípcio ao inferno.

"Em cerimônia de homenagem (no Parlamento), um dos deputados fez um comentário desagradável sobre o presidente Mubarak. Todos nós lamentamos muito", afirmou Peres em comunicado esta tarde a imprensa.

"Quero esclarecer que sentimos o maior respeito pelo presidente Mubarak (...) que não cessa nem por um momento seu trabalho pela paz", acrescentou a nota.

Liberman se queixou em uma sessão extraordinária que os líderes israelenses vão em peregrinação ao Egito, enquanto Mubarak não lhes visitou nenhuma vez.

"Constantemente visitamos Mubarak no Egito, mas ele nunca aceitou nos ver em visita oficial como presidente", disse o ex-ministro.

Em seus mais de 25 anos de Presidência, Mubarak visitou Israel apenas uma vez, em 1995, por poucas horas e para participar do funeral do primeiro-ministro assassinado Yitzhak Rabin.

"Qualquer dirigente que se respeite já teria posto condições a estes encontros. Quer falar conosco? Que venha aqui. Não quer falar conosco? Que vá ao inferno", declarou Liberman em sessão no Parlamento.

Pouco depois, Peres falou por telefone com Mubarak para expressar pessoalmente suas desculpas, o mesmo feito pelo primeiro-ministro interino, Ehud Olmert, que se desculpou "em nome do Estado de Israel" pelas "grosseiras palavras do deputado, que não deveriam ser ditas porque são desnecessárias e prejudiciais".

No comunicado, Olmert ressaltou que "Israel considera Mubarak um parceiro estratégico e um amigo próximo" e que "dá uma importância suprema em elevar as relações bilaterais e a paz entre os dois povos". EFE elb/rb/plc

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