Israel revoga cidadania de 4 árabes acusados de ameaçar segurança do país

Jerusalém, 5 mai (EFE).- O ministro do Interior israelense, o ultraortodoxo Eli Yishai, decidiu hoje revogar a cidadania de quatro árabes-israelenses supostamente envolvidos em atividades que ameaçam a segurança do Estado, informou a imprensa local.

EFE |

Os quatro cidadãos israelenses de origem árabe moram desde os anos 70 em países considerados "inimigos" de Israel.

As autoridades israelenses suspeitam de que eles poderiam ter participado de atividades terroristas em nome da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e outras facções armadas, explica a versão eletrônica do jornal "Yedioth Ahronoth".

Os organismos de segurança acreditam que os quatro árabes com nacionalidade israelense se dedicavam a recrutar e treinar terroristas, e tentaram voltar a Israel através da Jordânia para renovar seus passaportes.

Os árabes-israelenses são membros da minoria árabe que representa em torno de 20% dos 7,4 milhões de habitantes de Israel, e que ficaram no território do Estado judeu pouco após a criação do país, em 1948.

Eles fazem parte de uma comunidade que sofre um tratamento discriminatório, segundo diversos relatórios de organismos de defesa dos direitos humanos.

A Associação para os Direitos Civis em Israel criticou duramente o anúncio do ministro e insistiu em que a rescisão da cidadania deve ser descartada em todos os casos, incluindo os de terrorismo, que devem ser julgados por um tribunal. EFE db/db

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