Israel revisa formato de bloqueio a Gaza, diz ministro

País está examinando formas de amenizar o bloqueio à região controlada pelo grupo islâmico Hamas

iG São Paulo |

Israel está examinando formas de amenizar o bloqueio a Gaza, disse um ministro que compõe o gabinete israelense nesta terça-feira, ao classificar a política atual de contraproducente e confirmar declarações do enviado para o Oriente Médio, Tony Blair, de que uma mudança era provável.

"É hora de acabar com o bloqueio na sua forma atual. Isso não traz valor nenhum a Israel. De um ponto de vista diplomático, isso causa grandes problemas para a imagem", disse o ministro de Bem-Estar, Isaac Herzog, à Rádio Israel.

Ele disse que Israel informou Blair, que falou a ministros do Exterior da União Europeia na segunda-feira, que pretende "permitir uma passagem mais fácil de bens a Gaza" para a Faixa de Gaza.

"No momento eles estão trabalhando nos detalhes técnicos... de uma fórmula atualizada que também possa prevenir o contrabando de armas para a Faixa de Gaza", disse Herzog.

A pressão internacional para que Israel levante ou amenize o bloqueio à região, comandada pelo grupo islâmico Hamas, tem aumentado desde a operação militar contra um comboio naval que levava ajuda humanitária a Gaza que resultou em nove mortes.

Blair disse na segunda-feira que Israel havia concordado em princípio em amenizar o bloqueio a Gaza "em dias". Em suas declarações, Herzog não deu prazo para a revisão do bloqueio.

Investigação de ataque

O governo de Israel nomeou uma comissão especial para investigar o ataque à frota de barcos de ativistas de direitos humanos que tentava chegar à Faixa de Gaza no dia 31 de maio, um episódio que deixou nove mortos.

Os ativistas dizem que os soldados atiraram sem provocação. Já Israel afirma que suas tropas agiram em legítima defesa quando foram atacadas ao tentarem entrar em um dos barcos.

Por pressão internacional, Israel concordou em incluir dois estrangeiros entre os cinco membros do grupo: o prêmio Nobel da Paz irlandês David Trimble, que desempenhou um papel crucial no acordo de paz na Irlanda do Norte de 1998, e o promotor militar aposentado canadense Ken Watkin.

A decisão foi um meio caminho para evitar uma investigação internacional sobre o episódio, que Israel já havia rejeitado. O presidente da comissão será o juiz israelense Yaakov Tirkel, ex-integrante da Suprema Corte do país.

* Com Reuters e BBC Brasil

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